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Juliana e Larissa


Peco desculpas pelos dois dias sem atualizar o blog mas e que viajei de Calgary para Toronto e nao deu tempo de atualizar. Estou aqui em Toronto, ainda sem acentos na Lingua Portuguesa, e finalmente voltarei para o Brasil na sexta a noite, para ai voltar a postar com acentos na nossa lingua. Lembro que faltam apenas 9 dias para a abertura dos Jogos Olimpicos e ainda faltam 11 brasileiros para serem analisados, o que faz com que tenha que fazer duas postagens por dia algumas vezes.

Hoje, sera a vez de falar de Juliana e Larissa, melhor dupla brasileira de volei de praia no momento e que correu um serio risco de nao participar dos Jogos Olimpicos devido a uma contusao de Juliana ha cerca de 40 dias. A recuperacao da atleta, pelo que se parece, foi muito boa e as duas voltaram a jogar essa semana no torneio Grand Slam da Austria e venceram seus dois jogos de estreia, mostrando estar com a velha forma que consagrou a dupla.

Juliana fez questão de agradecer o apoio recebido da parte de outras atletas. "Desde o primeiro dia na Áustria venho recebendo muito apoio das jogadoras que disputam o Circuito Mundial e estou muito feliz. Pude mostrar nesses dois primeiros jogos do Grand Slam que estou preparada para Pequim", declarou a jogadora, que atuou usando uma joelheira especial. Até as Olimpíadas, Juliana continuará fazendo fisioterapia diariamente com o médico Jullius Queiroz por precaução.

Juliana e Larissa não disputaram as últimas quatro etapas do Circuito (Gstaad, Marselha, Moscou e Stavanger), além de terem participado apenas do primeiro jogo em Paris, quando Juliana se machucou. Por isso, o Grand Slam austríaco é importantíssimo para a dupla recuperar ritmo de jogo a duas semanas das Olimpíadas.

Em 2004 ganharam uma etapa do Circuito Mundial pela primeira vez (na cidade espanhola de Palma de Mallorca). No ano seguinte, a dupla venceu os circuitos Mundial e Brasileiro, feito repetido em 2006 e 2007.
A temporada de 2006 foi especial para Larissa. O título do Circuito Mundial foi conseguido com 12 pódios (sendo sete vitórias) em 13 etapas. Ela foi eleita a melhor levantadora e a melhor jogadora da competição. E, de quebra, conquistou o prêmio Brasil Olímpico entregue pelo COB. Nos Jogos Pan-americanos, o ouro veio com seis vitorias e nenhum set cedido. A vaga para Pequim foi garantida com o terceiro lugar no Grand Slam da Alemanha, em junho.

No ranking mundial que definiu as 24 duplas de Pequim, as tri campeas do circuito, aparecem na terceira posicao, mesmo sem ter disputado as quatro ultimas etapas, que valeram pontuacao em dobro por ser grand slam.
As grandes rivais das brasileiras serao as atuais campeas olimpicas, as americanas Welsh e May. Elas, mesmo disputando apenas 11 torneios contra 23 das chinesas segunda colocadas e 20 das brasileiras, ganharam quase 1000 a mais que suas adversarias.

No mundial do ano passado, as brasileiras acabaram perdendo duas vezes para duas duplas chinesas diferentes e terminaram na quarta posicao, depois de seis vitorias seguidas. Nas semi finais, cairam diante de Tia Jia e Wang por 2x1 e na disputa pelo bronze tambem por 2x1 para Xue e Zhang Xi. Talvez as americanas estajam meio dificeis de serem alcancadas e o principal objetivo da dupla seja manter a tradicao de sempre ao menos uma dupla feminina chegar a final do torneio.

Na chave de grupos, as brasileiras Juliana e Larissa caíram em um grupo mais complicado com uma medalhista olímpica e também terão de enfrentar uma dupla brasileira que defende a bandeira da Geórgia.
Elas jogarão contra a australiana Cook, que foi ouro nos Jogos de Sydney-2000 e bronze em Atlanta-1996 ao lado de Pottharst. Agora, a atleta faz parceria com Barnett e as duas ganharam três dos seis confrontos contra as brasileiras.
As duas primeiras de cada grupo mais as duas melhores terceiras colocadas dos seis grupos se classificam enquanto as demais terceiras colocadas disputam um torneio para definir as duas vagas restantes para as oitavas de final.

NOS JOGOS OLÍMPICOS
Obviamente, todos sabem, Juliana desistiu da competição dias antes das olimpíadas, dando lugar para a veterana Ana Paula para conquistar uma medalha olímpica.
A primeira fase foi meio complicada para a dupla recém formada Ana Paula e Larissa. Foram duas vitórias por 2x1 e uma derrota por 2x0 contra as australianas no melhor jogo da primeira fase.
Nas oitavas de finais, as brasileiras pareciam muito entrosadas, e venceram em dois sets sem maiores dificuldades a dupla da Alemanha. Nas quartas de finais, entretanto, acabaram caindo diante das campeãs olímpicas Walsh e May.
No melhor jogo das brasileiras, elas conseguiram até dar um calor na dupla americana, mas acabaram derrotadas em 2 sets por 21x18 e 21x15.

Mesmo com ano ruim, brasileiros conseguem vaga


A disputa pela segunda vaga brasileira no volei de praia masculino para os Jogos Olimpicos de Atenas foi acirradissima e no fim que se deu melhor foi a dupla formada por Fabio Luiz e Marcio, que se manteram na frente dos adversarios apesar de nao terem tido uma boa temporada de 2008.

A dupla atua junta no circuito mundial desde 2005, quando formaram uma das melhores equipes do mundo e foram campeoes mundiais. Naquele ano, venceram tres etapas do circuito mundial e acabaram como uma das melhores duplas do planeta. 2006 venceram quatro etapas, terminando em segundo lugar e 2007 tiveram um ano regular e terminaram em setimo lugar. Em 2008, porem, estiveram muito perto de perder a vaga para outra dupla brasileira, Pedro e Harley.

A vaga foi confirmada no Aberto de Marselha, ha duas semanas, ao vencerem os compatriotas Pedro Solberg e Harley, na semifinal por 2x0. Foram cinco encontros entre as duas equipes pelo mundial, e Márcio e Fábio Luiz tinham vencido apenas na decisão da medalha de bronze do Aberto de Espinho, no ano passado. Só neste ano tinham sido duas derrotas: uma em Xangai e outra em Barcelona.
Um dia após obter a classificação olímpica em disputa acirrada com Pedro Solberg/Harley, a dupla brasileira garantiu o ouro da etapa de Marselha do Circuito Mundial de vôlei de praia com uma vitória convincente sobre os chineses Xu e Wu por 2 sets a 0 (duplo 21-16).

O triunfo em Marselha pode significar o recomeço de um time que vinha em péssima fase ao longo da temporada. Até agora, Márcio e Fábio Luiz não haviam subido ao pódio nenhuma vez no Circuito Mundial e só haviam conquistado um bronze no Nacional, em fevereiro, na etapa de Florianópolis. Desde então, acumularam uma sucessão de falhas e viram sua chance de chegar a Pequim cada vez mais ameaçada pelos emergentes Pedro e Harley. A tão sonhada vaga, porém, veio no último sábado, justamente com uma vitória sobre os rivais compatriotas nas semifinais na França.

Coincidentemente, enquanto Márcio e Fábio iniciam uma breve ascensão, Harley e Solberg experimentam uma leve queda. Neste domingo, os brasileiros levaram uma virada dos desconhecidos alemães Matysik e Uhmann na disputa pelo bronze, perderam por 2 sets a 1 (16-21, 21-17 e 16-14) e ficaram fora do pódio francês.

A dupla Márcio e Fábio Luiz, ficou no grupo D das Olimpíadas e enfrentará a dupla russa Barsouk/Kolodinsky (parceria do Brasil venceu quatro de sete jogos), a austríaca Doppler/Gartmayer (seis vitórias e uma derrota de Márcio e Fábio Luiz) e a italiana Lione/Amore.
Se a dupla ficar em primeiro ou segundo lugar, se classifica automaticamente para a proxima fase. Se for terceira colocada, se classifica diretamente para as oitavas de finais caso fiquem entre os dois melhores terceiros colocados dos seis grupos. Se forem os piores terceiros, disputam uma especie de repescagem para ver quem sao os dois outros terceiros colocados para completar os 16 das oitavas de finais.

Dupla favorita ao bi nas areias


A dupla brasileira de volei de praia Ricardo e Emanuel chegarao a Pequim como favoritos para conquistar a medalha de ouro nos Jogos Olimpicos, repetindo o feito de quatro anos atras, em Atenas. Ainda sem acentos da Lingua Portuguesa, ja que estou no Canada, hoje vou analisar as reais chances da dupla brasileira.

Em cinco anos jogando juntos, eles conquistaram o Circuito Mundial cinco vezes, além de três títulos do Circuito Brasileiro. Porém, o título mais importante da dupla veio em 2004, nas Olimpíadas de Atenas. Com uma campanha perfeita (sete vitórias em sete jogos, com apenas três sets perdidos), Ricardo e Emanuel quebraram a sina brasileira e faturaram a medalha de ouro.

A dupla tupiniquim fechou o ranking mundial que classificou as 24 duplas para os Jogos Olimpicos levando em conta os resultados nos ultimos 12 meses na segunda posicao, atras dos americanos Rogers e Dalhauser.
Esse ano, a dupla coleciona os titulos nas etapas do circuito mundial de Berlim e da Polonia, o que o coloca como lideres do ranking de 2008. Eles ainda conquistaram o bronze em Praga alem da quarta posicao na Italia. Regularmente chegao ao podio nas competicoes importantes e conquistaram o bronze no mundial do ano passado, competicao que mais veleu pontos para o ranking mundial. O titulo, que eles conquistaram em 2003, escapou nas semi finais, quando perderam para Rogers-Dalhausser por 19-17 no terceiro set.

A pedra no sapato deles realmente sao os americanos, que pouco disputam o circuito mundial e por isso muitas vezes nao aparecem bem nos rankings mundiais.
A dupla esta junta desde 2002 e desda la ja conquistaram 29 etapas do circuito mundial, uma media de mais de quatro campeonatos por ano.

Um dos integrantes da dupla, Emanuel, ira disputar sua quarta olimpiada, em quatro em que o esporte apareceu no programa oficial. Emanuel decepcionou em 1996, caindo logo na primeira rodada, e em 2000 quando perdeu nas oitavas de finais. Em 2004, ao lado de Ricardo, saiu vencedor.
Ja Ricardo, e considerado o melhor jogador do planeta. Um gigante no ataque e no bloqueio, ira disputar sua terceira olimpiada depois de ser prata em 2000, ao lado de Ze Marco, e do ouro em 2004. Em 2000, conseguiu subir ao podio em 11 das 13 competicoes que disputou, mas perdeu a mais importante, a final olimpica para Blenton e Fonoimoana.

Eleito o melhor bloqueador do mundo em 2002 e melhor atacante em 2005 e 2006, Ricardo já ultrapassou a marca de 40 títulos em etapas do Circuito Mundial. A primeira medalha de ouro em Pan-Americanos veio justamente diante da torcida, em 2007, no Rio de Janeiro.

NOS JOGOS OLÍMPICOS
Os campeões olímpicos Ricardo e Emanuel fizeram sua estréia na competição contra os angolanos Fernandes e Morais e a vitória veio sem grandes dificuldades.O frágil time de Angola teve dificuldades com os ataques de Emanuel e, sem forçar o ritmo, os brasileiros abriram facilmente vantagem de dez pontos. Com um erro de ataque da dupla angolana, Ricardo e Emanuel fecharam a primeira parcial com uma folga ainda maior: 21 a 8.No segundo set, os angolanos conseguiram deixar o jogo um pouco mais equilibrado. No início da parcial, o placar marcava 4 a 4. No entanto, com uma série de bons saques, Emanuel abriu novamente uma boa vantagem para os brasileiros: 10 a 4.O panorama não mudou no restante do set. Apesar da desconcentração momentânea da dupla brasileira, os saques de Emanuel foram decisivos para a conquista do triunfo. Ricardo e Emanuel encerraram a primeira batalha rumo à medalha de ouro por 21 a 13.

As menos conhecidas do volei de praia

Se você perguntar para qualquer um que acompanha o esporte de perto sobre a dupla de volei de praia brasileira Renata e Talita é muito provável que ele pouco saiba sobre elas. Porém, elas são chances reais de medalha, com ou sem a presença de Juliana e Larissa, primeira colocada no ranking mundial e que talvez não dispute os jogos por conta de uma contusão no joelho.

No ranking mundial que definiu os classificados para os Jogos Olímpicos, elas são quinta colocadas e garantiram a segunda vaga brasileira nesta semana, durante o Grand Slam de Moscou.

Desde 2005 disputando o circuito mundial, a dupla vem conseguindo excelentes resultados mas ainda lhe faltam bons resultados contra as melhores jogadoras do mundo, as americans Welsh e May, que sempre acabam por bater as brasileiras.
Elas apareceram para o mundo do volei de praia quando venceram as etapas de Atenas e Bali do circuito mundial de 2005 e começaram a subir no ranking.
Porém, apenas em 2007 chegaram nas primeiras posições do ranking do circuito mundial, com o título do importante Grand Slam de Marselha. Além deste título, venceram em Singapura e conseguiram repetidos bons resultados nas etapas, sempre conseguindo pódios.

Este ano, começaram bem, ficando em segundo na etapa de Adelaide e vencendo Shangai. Depois, demoraram para conseguir uma boa colocação, o que faz até com que algumas outras duplas brasileiras ameaçassem sua vaga olímpica.
Nas últimas semanas, disputou quatro Grand Slams mas não conseguiu chegar ao pódio em nenhum, mostrando que a dupla tem consistência mas não é uma das 3 melhores duplas do mundo.
Na competição em Berlim, ficou na nona posição, enquanto em Paris e na Noruega não passou de um nono lugar. Agora, nesta última semana, a dupla ficou na quarta posição no Grand Slam de Moscou, conseguindo assim sua vaga olímpica.

A dupla deverá ser uma das cabeças de chave do torneio e deve pegar um grupo relativamente fácil na primeira fase. No torneio olímpico, são 24 duplas divididas em seis grupos com quatro duplas, em que as duas melhores mais quatro terceiras colocadas vão para as oitavas de finais.
Vencer as duplas americanas vai ser complicado, porém se tiverem sorte no sorteio e não enfrentá-las até as quartas de finais, poderão brigar pelo pódio.

NOS JOGOS OLÍMPICOS

As brasileiras surpreenderam no início do torneio, venceu suas três partidas no grupo sem muitas dificuldades, indo para as oitavas de finais como uma das cabeças de chave.
Depois disso, venceram nas oitavas com uma virada histórica, depois de perderem o primeiro set e estarem perdendo o segundo por 15x10. Foi uma virada incrível que levou as brasileiras para as quartas de finais.
Nesta fase, enfrentaram a dupla australiana que continha Nathalie Cook, medalhista de ouro em 2000 e bronze em 2004. O jogo foi mais fácil do que o esperado, com as brasileiras dominando desde o início do jogo.
Nas semi finais, enfrentaram as incríveis Walsh e May, que vinham de 35 vitórias seguidas e não tinham perdido nenhum set na competição. Um jogo em que as brasileiras não conseguiram impor seu melhor jogo, muito pela superioridade técnica das americanas. Mas o bronze teria gosto de ouro. Porém, não foi isso que aconteceu.
Debaixo de fortes chuvas na disputa do bronze, as brasileiras estiveram irreconhecíveis e caíram em dois sets sem representar muita combatividade frente as donas da casa.

As brasileiras fizeram um bom trabalho, mas falharam quando não podiam, na disputa do bronze, e acabaram fora do pódio. Vencer as americanas nas semi finais realmente iria ser complicado, mas as chinesas eram adversárias a altura das brasileiras, e dava para arrebatar o bronze. Uma pena.