A ginástica artística brasileira vive seu melhor momento na história. Evoluindo gradualmente desde 1999, quando ficou com três medalhas nos Jogos pan-americanos de 1999, o esporte chega aos Jogos Olímpicos como favoritos a duas medalhas de ouro e podendo colocar o país representado em até oito finais olímpicas, algo inédito para o esporte que tem como melhor resultado o quinto lugar de Daiane dos Santos em 2004 no solo.
Além do solo, prova em que é campeão mundial, Diego Hipólito pode chegar á final do individual geral(os 24 primeiros vão á final) e no salto, em que tem potencial até para uma medalha.
A equipe feminina tem grandes chances de fazer uma final na prova em que a seleção ficou em nono nos últimos Jogos Olímpicos. No individual geral, Jade Barbosa é uma das grandes favoritas á medalha na prova, além de ser uma das 5 melhores no salto e na trave. Ainda no individual geral, Danielle Hipólito pode repetir as finais de 2000 e 2004 enquanto Laís Souza tem tudo para ficar entre as 24 melhores, além de alcançar bons resultados no solo e no salto. Não se pode esquecer do potencial de Daiane no solo!
Abaixo, a analise de cada uma das provas
Diego Hipólito vai disputar o individual geral nas olímpiadas, o que faz com que ele entre na disputa por medalha nos seis aparelhos da ginástica masculina.
Porém, apesar das melhoras em aparelhos que antes ele nem participava, como barra fixa, Barras paralelas, argolas e cavalo com alças, ele continua sem a mínima chance de final nestes exercícios.
Vide os Jogos pan-americanos, no qual ele participou apenas do solo, salto e cavalo com alças, pois nos outros aparelhos dificilmente conseguiria notas boas para ajudar a equipe.
Já no mundial, disputou todos aparelhos para ajudar a equipe e para tentar a classificação para a final do individual geral, o que não foi atingido. O maior problema do campeão mundial de solo foi nas argolas, em que ficou em 120º com a nota 13,950, nas barras paralelas, em que ficou em 119º com 14,250 e no cavalo com alças, em que foi o 117º melhor do mundo com a nota 13,625.
Portanto, esses aparelhos são praticamente impossíveis de uma final para o brasileiro.
A barra fixa não foi uma vilã grande, ficou em 89º, mas é outro aparelho que não tem chances de chegar numa final.
As chances de Diego se resumem ao solo e ao salto.
Primeiro, claro, o solo! Diego foi campeão mundial em 2005 e 2007 e medalha de prata em 2006, o que o coloca como maior favorito ao título olímpico no aparelho. Sua última apresentação em 2007, no torneio em que disputou em dupla com sua irmã Danielle, conseguiu sua melhor nota na sua vida, com 16,200, superior até a que lhe rendeu o título do mundo. Ele é, ao lado do chinês Xiao Quin no cavalo com alças, o maior favorito de um aparelho para os Jogos olímpicos!
Além do mais, Diego tem um histórico invejável de nunca ter errado em momentos decisivos, como em mundiais ou nos Jogos pan-americanos. Se tudo correr certo é ouro.
O salto é a maior incógnita de Diego. No mundial, ele foi o 52º com a nota de 15,750. Essa nota foi obtida apenas pelo fato dele não ter arriscado para conseguir bons resultados para equipe. Por exemplo, nos Jogos pan-americanos, ele tirou 16,162, nota que o colocaria em quinto no mundial!
Como ele não vai precisar pontuar para equipe, já que esta não está classificada, ele terá que arriscar não só para conseguir a vaga na final do aparelho como para conseguir uma nota boa suficiente para se classificar no individual geral, para balancear as prováveis notas baixas que receberá nos outros aparelhos!
Com a análise dos aparelhos, termina as prévias para a ginástica artística. Obviamente, ainda faltam 6 meses para os Jogos e muita coisa pode mudar, mas neste momento as coisas andam como o indicado
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Amanhã, as chances de Yane Marques no pentatlo moderno!
NOS JOGOS OLÍMPICOS
Diego, que desistiu de disputar todos os aparelhos para entrar em ação apenas em sua especialidade, acabou não confirmando o favoritismo no solo e caiu na final da competição.
Ele havia feito a melhor marca nas eliminatórias e na final vinha fazendo uma participação perfeita, pronta para o ouro, quando caiu no último dos exercícios, perdendo assim as possibilidades de pódio.
Saiu arrasado de tablado e chorou bastante depois em entrevistas para a imprensa brasileira. Os outros atletas, aplaudiram Diego e falaram para os repórteres que o melhor do mundo continua sendo Diego.
Aliás, poucos lembram, mas a sexta posição obtida no solo foi a melhor de um atleta masculino na história brasileira.


