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Já é tradição

O remo brasileiro tenta voltar aos tempos em que conseguia chegar as finais olímpicas. A última vez que isso aconteceu foi em 1984, quando a dupla brasileira dos irmãos Carvalho ficou na quarta posição.
Anderson Nocetti, veterano de duas olimpíadas, tentará chegar a final A, ou no mínimo na final B para melhorar o 13º lugar alcançado em Atenas. Com um pouco menos de chances, Fabiana Beltrame remará pela segunda olimpíada para melhorar a 14ª posição de 2004.
Os barcos brasileiros de dupla, tanto masculino como feminino, tentarão chegar entre os 12 melhores. Foi a primeira vez desde que se instituiu um pré olímpico para garnatir vaga nas olimpíadas que o Brasil classificou 4 barcos.
Abaixo as chances de cada barco brasileiro






Anderson Nocetti, o Macarrão, irá para as olimpíadas pela terceira vez no single skiff masculino buscando melhorar sua posição conquistada em 2004, quando foi 13º, vencendo a final C(em 2000 foi o 14º).


A vaga veio com a vitória na regata pré olímpica de novembro passado, disputada na Lagoa Rodrigo de Freitas. Precisando apenas ficar entre os 6 primeiros, ele conseguiu a vitória superando em mais de dois segundos o mexicano Patrick Salas. O tempo de 7min13s07 foi mais de 20s mais lento do que o que lhe rendeu a 13ª posição em Atenas-2004.


Nos Jogos pan-americanos, ele não disputou essa prova para se dedicar ao dois sem, em que foi bronze ao lado de Allan Bitencourt. Fez parte ainda do oito com que foi medalha de prata. Nessas duas provas, a vaga olímpica não veio pois não foram disponibilizadas vagas para a América Latina nessas categorias, apenas nos mundiais, em que o Brasil sequer participou.


Serão 25 atletas no single skiff e além de melhorar os resultados olímpicos anteriores, Nocetti busca pelo menos um lugar entre os 10 melhores, o que é plenamente possível devido sua experiência. Chegará aos Jogos com 34 anos e quem sabe consiga uma improvável, mas não impossível final A, que lhe colocaria entre os 6 melhores do mundo.

As duas etapas da copa do mundo em que ele irá disputar nos meses de abril e maio mostrará o que ele realmente poderá fazer nas olimpíadas! “Para mim, será importantíssimo, pois desde Atenas que não disputo uma regata internacional no skiff. Me dediquei à seleção nos últimos anos no dois sem, four skiff, skiff duplo e oito com. Espero aproveitar a chance para conhecer meus adversários”,

Com está análise, acabam-se as provas em que o Brasil disputará medalhas no remo. Como podemos ver, o principal objetivo dos atletas é pular das finais Cs conquistadas nos últimos Jogos para a final B. Quem sabe, beliscar uma final A.

Remando longe do ideal ainda, Anderson Nocetti, veterano de Sydney e Atenas, ficou em quinto lugar na final C, fechando a competição em 17º lugar. Remou para 7min51s nas eliminatórias, ainda distante dos 6 minutos alto, que lhe rendeu a 13ª posição em Atenas. Venceu a repescagem, mas não conseguiu pelas semi finais chegar às finais.

Amanhã, as expectativas do hipismo CCE

NOS JOGOS OLÍMPICOS


Anderson Nocetti conseguiu a classificação para as quartas de finais do single skiff graças a segunda posição na sua série. Ele, beneficiado pela ausência do atleta chinês, fez uma prova muito boa e ficou atrás só do campeão mundial da Nova Zelândia. Ficou na frente do remador da Estônia, do Chile e da Venezuela. Em busca de uma classificação para a semi final, o brasileiro completou a prova em 7min23s68, o que não foi suficiente para classificá-lo para a semifinal, ficando na quinta posição quando os três primeiros se classificaram para a final B. Ele remou bem as semi finais C e D e tranquilamente conseguiu a vaga para disputar a 13ª posição. Na final C, chegou a ameaçar a primeira posição, mas ficou em 14º, chegando apenas uma posição atrás do resultado obtido em Atenas.

De novo no skiff duplo

A dupla brasileira do doble skiff peso leve conseguiram pela segunda vez consecutiva a vaga para o Brasil. Para Pequim 2008,o objetivo não é só melhorar o 19º lugar entre os 21 barcos obtidos há quatro anos como chegar á final B, disputando entre o 7º e 12º lugares. Em Pequim, o Brasil terá Thiago Gomes, veterano de Atenas, e Thiago Almeida

A classificação foi obtida graças a segunda posição na regata pré olímpica latino-americana na Lagoa Rodrigo de freitas, torneio o qual ficaram atrás apenas dos cubanos, e por menos de três décimos de segundo. No pan, os cubanos foram ouro e chegaram 6s á frente dos brasileiros, que ficaram em quarto, atrás de chilenos e americanos. Os chilenos, no pré-olímpico, perderam a terceira vaga para os uruguaios.

Até as olímpiadas, a dupla, assim como o resto da equipe, terá apenas seis dias de folga, dos dias 15 a 17 de abril e de 4 a 6 de junho. Entre as folgas está programada uma viagem de 45 dias para a Europa, para a disputa de duas etapas da Copa do Mundo da modalidade.

O tempo conquistado na regata, 6min30s, colocaria o Brasil em 17º no mundial mas atrás de 13 embarcações européias, das quais apenas nove estarão nos Jogos, o que faria uma projeção da 13ª no mundial. Obviamente, comparar tempos, como já foi dito nos dias anteriores, pouco vale, mas dá para ter uma noção de como os brasileiros ficarão em Pequim.

Outro objetivo é superar as embarcações cubanas e uruguaias e ser o melhor da América Latina.
Na Copa do Mundo de Monique, chegaram à final B, na qual começaram forte, passando os primeiros 500m na segunda posição mas cansaram no fim chegando em sexto, 12º no geral, com o tempo de 7min03s, muito acima dos 6min30s que o classificaram. Mostraram que podem ir muito bem em Pequim.
Amanhã, as chances de Anderson Nocetti.
NOS JOGOS OLÍMPICOS
O sonho da final B foi para o espaço e os meninos do Brasil não remaram muito bem, terminando no geral na 17ª posição, com o quinto lugar na final C. Na primeira aparição, a dupla ficou na última posição com a marca de 6min30s e acabou indo para a repescagem. Lá, buscavam ao menos uma vaga para as semi finais, mas acabaram em quarto lugar, 11s atrás do último dos classificados para as semi finais. Na final C, pareciam remar sem vontade e ficaram na quinta posição.

Remadoras de primeira viagem

A dupla brasileira Camila Carvalho e Luciana Granato conseguiram trazer para o Brasil pela primeira vez uma vaga para dupla no remo feminino. O resultado obtido no pré olímpico, em novembro passado, foi recebido com muita festa pela dupla paulistana-cruzmaltina, Camila é do Vasco e Luciana rema pelo paulistano. Ficaram em terceiro lugar na regata, ficando com a última das três vagas diponíveis para América, atrás da dupla cubana e mexicana. Essas duplas ficaram com ouro e prata respectivamente no pan do Rio em 2007, com o tempo 10s e 8s melhor no pré olímpico que no pan.




O bronze do pan foi para o Canadá, a quarta posição para as americanas(ambas não disputam a regata latino americana pré olímpica) e a quinta para as argentina, deixando as brasileiras apenas na sexta posição. Ou seja, a briga pela terceira vaga seria com as argentinas, e as brasileiras, com apoio da torcida, fizeram os 2000m em 7min27s81(10s melhor que no pan), tempo que seria prata no pan, e chegaram 7s a frente das argentinas, quarta colocada.



É bom, mais uma vez, lembrar que a comparação de tempos não pode ser considerada exata, mas vimos a evolução da dupla brasileira de 10s dos Jogos pan-americanos para a regata pré- olímpica, que foram disputadas na mesma raia, na Baia da Guanabara. O tempo alcançado não deixaria entre as 12 do campeonato mundial de 2007.



Serão 17 barcos na disputa e as brasileiras lutaram para chegar a final B, que contém as duplas de sétimo a décimo segundo lugares. "Em Pequim, sendo bem realista, nosso objetivo é ir para a final B (do sétimo ao 12º lugar) e, principalmente, queremos ficar na frente de Cuba e México. Mas é claro que também sonhamos com uma final A. "- disse Camila após conquistar a vaga. A dupla cubana foi 17ª no mundial de Monique 2007 e a mexicana sequer viajou ao torneio.

Na Copa do Mundo de Monique, Camila Carvalho e Luciana Granato ficaram na última posição. Classificadas para Pequim,ficaram mais de um minuto acima de seu melhor tempo quando ficaram em último na final D. Nas eliminatórias, ainda fizeram o tempo de 8min08s70, ainda 40s pior do que remaram para se classificar para Pequim.
Na Copa do mundo da França, as brasileiras terminaram com a 15ª posição remando para 7min24s26, tempo já bem melhor do que o obtido em Monique.





Amanhã, as chances do brasileiros no doble skiff leve masculino





NOS JOGOS OLÍMPICOS
Na primeira aparição da dupla em Pequim, elas disputaram uma das três séries e ficaram na quinta posição, conseguindo assim uma vaga para repescagem. O tempo de 7min25s67 foi perto do melhor. Na repescagem, Camila Carvalho e Luciana Granato terminaram em quinto em sua bateria,com 7min47s, num dia em que a raia estava muito lenta, com bastante vento contra.
Na final C, terminaram na 3ª posição entre as seis equipes participantes e fecharam em 15º. Um resultado até que razoável para as mulheres brasileiras.

Para melhorar Atenas


A remadora Fabiana Beltrame conseguiu a classificação para as olímpiadas de Pequim 2008 no single skiff graças a segunda posição obtida na regata latino americana, disputada no Rio de Janeiro, em novembro passado. As cinco primeiras colocadas garantiram vaga.

Nas olímpiadas de 2004, a musa foi a primeira brasileira(depois do futebol, que jogou antes da abertura) a entrar em cena nos Jogos. Logo na manhã do primeiro dia, ela remou e acabou indo para repescagem, onde conseguiu vaga para a Final C, chegando em segundo na prova, e em 14º no geral. A participação, que foi a primeira de uma mulher brasileira no esporte, foi um pouco abaixo do objetivo, que era a 12ª posição.

Para Pequim 2008, o objetivo é, no mínimo, superar o 14º lugar entre as 24 competidoras, e conseguir chegar a final B, para garantir lugar entre os 12 primeiros. Depois de ter decepcionado até a si mesma no Pan do Rio, onde não conseguiu a tão sonhada inédita medalha para as mulheres no esporte, ela chega as olímpidas com o objetivo de esquecer o péssimo resultado da competição no Rio. E parece que já esqueceu, já que no pré olímpico, desbancou de uma só vez todas as três medalhistas dos últimos Jogos Pan-Americanos no Single Skiff Feminino, as atletas de Cuba, Argentina e El Salvador.
A confiança é maior, já que para Atenas 2004, além de nervosa, a atleta vinha de um terceiro lugar no pré-olímpico e não de um vice campeonato como agora. Por falta de patrocínio, ela sequer foi ao mundial do ano passado.
Apesar de ser errado comparar tempos, já que cada regata tem ventos diferentes e raias melhores ou piores, a única forma de vermos realmente como está a musa do remo é colocar o tempo de 8min0211 conquistado no pré olímpico, no mundial de Munique do ano passado. Com esse tempo, ficaria em 18º, atrás de 14 européias, o que a colocaria mais a frente nas olímpiadas, em que "só' se classificam nove destas, ou seja, numa possível "prévia" ela seria a 13ª. Mas, vale lembrar que qualquer comparação não tem muito valor. Vale lembra que, em Atenas, ela fez 7min43s.
"Agora vou mais experiente para Pequim e espero tirar proveito disso” disse a remadora do Vasco que, comemorou também a vaga da dupla Camila Carvalho e Luciana Granato no doble skiff, prova que será comentada amanhã!
Na Copa do Mundo de Monique, Fabiana Beltrame não remou bem e remou apenas a final E, ficando na segunda posição com otempo de 9min16s, mais de um minuto pior do que costuma obter. Seu melhor tempo foi nas eliminatórias, quando fez 8min54s para conseguir vaga na repescagem, mesmo assim longe dos 7min43s feitos em Atenas, quando ficou em 14º lugar.
Na Copa do mundo da França, ela melhorou bastante seus tempos, conseguindo remar na casa do 7min50s, porém ainda distante da sonhada final B. Depois de não se classificar nas eliminatórias, ficando em quinto com 7min58s90 sendo a 18ª dentre as 24 participantes, foi para a repescagem e fez 7min50s45, fechando na décima sexta posição sua campanha.
NOS JOGOS OLÍMPICOS
Fabiana Beltrame conseguiu a quarta posição de sua séria, atrás da espanhola Nuria Dominguez, da sérvia Iva Obradovic, da neozelandesa Emma Twigg e a frente da atleta de Honk Kong. Isso fez com que ela se classificasse para as quartas de finais, entre as 24 melhores, com 8min08s43.
Nas quartas de finais, entretanto, não remou bem e não conseguiu chegar nas semi finais, ficando na quinta posição na série com o tempo de 7min52s65. Estava realmente difícil de passar para as semi finais, e ela acabou entrando para buscar uma vaga na final C. Entretanto, remou mal nesta semi final C e D e acabou caindo para a final D, para disputar a 19ª posição. Fabiana Beltrame cravou 7min43s04 na final D terminando a prova na primeira colocação e as Olimpíadas em 19º lugar. O resultado foi pior que o 14º em Atenas-2004, quando entrou para a história do remo nacional ao ser a primeira mulher a participar dos Jogos. Foi pouco para quem queria uma final B.