Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

Reportagem da uol demosntra mentalidade brasileira

Estou aqui no Canada ainda, permaneco sem acentuacao em Lingua Portuguesa mas nao gostei da materia da uol, que diz que a gestao Nuzman no COB derrubou o numero de medalhas do Brasil. Para ver a materia cloque aqui

Nao podemos negar que quando Nuzman assumiu, o Brasil foi para Atlanta e conquistou 15 medalhas. Nos ultimos dois Jogos, o atual presidente do COB trouxe de volta apenas 12 e 10 medalhas, caindo o numero de podios.
Porem, o que a materia nao lembra e o aumento de numero de finais conquistadas. Em Atlanta foram 15 medalhas mas apenas 22 finais. Em Sydney foram 28 finais e 12 medalhas e em Atenas 30 finais e 10 medalhas.
Esses numeros provam que realmente o Brasil evoluiu no esporte. Hoje em dia, somos competitivos em quase todas as provas masculinas da natacao, enquanto em Sydney chegamos apenas em duas finais. No atletismo, temos atletas brilhantes em todos os tipos de saltos alem das provas de revezamento e de fundo. Em Atenas foram apenas duas finais no atletismo.
A ginastica e o tawekondo evoluiram muito e tem chances reais de estrear no podio olimpico para o nosso pais em Pequim. Alem disso, o handebol se tornou hegemonico no continente de uma vez por todas enquanto nosso volei vai de vento em polpa, com titulos em todas as categorias, tanto nas quadras quanto nas areias.

Essas evolucoes que talvez nao virem medalhas sao esquecidas por todos. O que o poco e a imprensa brasileira gosta e de medalha. Nao importa se voce e quarto ou vigesimo nono, se voce nao subiu ao podio, voce nao tem destaque.

Eu sei que o nosso presidente do Comite Olimpico Carlos Arthur Nunzman nao e um homem perfeito, mas deu ao Brasil a oportunidade de conhecer todos os esportes, ja que as TVs e a imprensa brasileira so falam de alguns esportes como canoagem, remo, tiro e tiro com arco durante os Jogos Olimpicos e Pan-americanos. Com a politica implantada por Nuzman, o Brasil se tornou figurinha carimbada em olimpiadas nestes esportes, mesmo sem lutar por medalhas.

E dificil realizar isso, mas para o futuro do esporte no pais e muito melhor conquistar varios quartos, quintos e sextos lugares do que algumas medalhas de bronze. Mas poucos tem isso em mente. Poucos ligam para posicoes intermediarias. Poucos sabem a importancia que uma decima quinta posicao para o ciclismo brasileiro tem. Se um brasileiro ficar nesta posicao nas olimpiadas, a imprensa em geral nao vai dar destaque, vai apenas cita-lo durante a noticia dos medalhistas.

A reportagem da UOL demonstra a cabeca do brasileiro. Se derrubou o numero de medalhas quer dizer que o esporte piorou. E isso nao e verdade e numeros de finais mostram isso!

Bernardinho X Ricardinho

Queria eu intender o que aconteceu entre o levantador da seleção brasileira masculina de volei Ricardinho e o técnico Bernardinho. Ano passado, dias antes dos Jogos Pan-americanos, o treinador brasileiro dispensou sem muitas explicações o melhor levantador do mundo do time.

Sem explicações concretas de nenhuma das partes, a seleção continuou seu trajeto como se nada tivesse acontecido e saiu vitorioso tanto do Pan quanto da Copa do Mundo no fim do ano, garantindo assim a vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim.
O caso parece ter passado, mesmo ninguém explicando o que aconteceu. Um fala que se decepcionou com outro, o outro fala que quem agiu de mal fé foi um e aí que um ano depois niunguém sabe o que realmente aconteceu.

Na minha opinião, foi uma guerra de orgulho. Não sei o que aconteceu, mas imagino que dois líderes de tamanha força, orgulho e talento não conseguiam mais conviver tanto tempo juntos.
A seleção estava( e ainda está) ganhando tudo e talvez os dois não conseguissem dividir os maiores méritos, já que o técnico era considerado o grande responsável pelas conquistas mas estava sendo um pouco(bem pouco mesmo) apagado pelas brilhantes jogadas do atacante.

Para mim, culpa dos dois, que deixaram o orgulho vencer o futuro da seleção brasileira. A sorte é que o time é forte e acredito eu unido o suficiente para passar por cima disso e chegar ao ouro em Pequim.

Coloquei esse assunto de novo na roda por causa das declarações de Ricardinho para revista Universo Masculino deste mês. "O Bernardinho é uma pessoa que morreu para mim", disse.
Cortado do grupo, o levantador afirmou na época ter sido "traído".

Hoje, Ricardinho revela que tem pouco contato com os outros atletas. E que trata apenas de assuntos profissionais."Agora no Treviso, com o Gustavo, será estritamente profissional. Não adianta falar que vou sair para jantar com ele porque isso não vai rolar. Mas, na quadra, jogamos juntos, não há qualquer problema", disse o levantador à Um.

A saída da seleção acabou também com a amizade de Ricardinho com o ponta Giba. "Não somos mais amigos, agora é tudo no profissional. Eu acreditava que ele deveria ser o cara que tinha de apontar o que fiz de errado, o que o Bernardo fez de errado. E todo mundo errou. No começo foi a pessoa que me deixou chateado, mas agora, com calma, entendo que essa é a personalidade dele, em cima do muro. Não poderia esperar do Giba essa reação porque é o jeito dele. Ele não era o amigo que eu pensava que ele fosse

"Sobre a seleção ou o relacionamento com Bernardinho, Ricardinho admite não existir nenhuma esperança de retorno. "Para mim essa história já deu muito o que falar. Passei por muita tristeza, sofri para caramba. Se ele me ligar querendo resolver o caso, simplesmente vou responder 'não quero, muito obrigado'", disse.

O estranho é que o que falar mas ninguém no fundo não falou nada, já que ninguém tem idéia do que realmente aconteceu.

Lendo isso, faltando 45 dias para os Jogos Olímpicos imaginei que todas essas frases do ex-levantador da seleção seriam para tentar atrapalhar a preparação do time para Pequim. Porém, ele terminou a entrevista falando que torcerá pelo país em Pequim. "Daqui a pouco vão falar que eu torço contra a seleção. Isso não existe! Torço sempre por ela. Quero um pouco de paz. Na verdade, agora posso dizer que estou tranqüilo. E não tem por que me colocar como vilão"

Do fundo do meu coração não sei o que aconteceu e queria saber. Mas por tudo que li e ouvi no último ano, acredito que Ricardinho tenha sido o "culpado' da briga. Não é possível que Bernadinho tenha o cortado o melhor jogador do mundo sem um motivo muito, mas muito forte.
Na época da seleção feminina, o ex-jogador de volei e então treinador do time das meninas do Brasil tinha desavenças com as líderes da equipe Leila e Virna mas as brigas em quadra nunca partiram para um corte.

Estranho...Muito estranho...

Meu Deus do céu Iziane!!!!

Para quem não sabe ou não viu, o Brasil perdeu para Bielorússia na prorrogação e agora terá de vencer os dois próximos jogos do pré olímpico, contra Angola e o vencedor de Cuba e Japão, se quiser se classificar para os Jogos Olímpicos de Pequim. Um resultado decepcionante mas intendível, já que o time europeu é uma equipe boa e que não encaixa com o jogo brasileiro, já que tem pivôs altíssimas e leves, ao contrário da seleção brasileira que tem fortes pivôs, mas com pouca velocidade.

Mas o que pegou foi a atitude de Iziane. Ela, fundamental para a seleção brasileira, começou muito bem, fez 12 pontos no primeiro quarto, mas foi retirada de quadra pelo técnico Paulo Bassul. A atleta se irritou, discutiu com o técnico brasileiro e foi para o vestiário.
A seleção ia de mal a pior, perdendo por cerca de 10 pontos de vantagem para a seleção bielorussa no fim do segundo quarto e a o técnico brasileiro mudou totalmente a tática, colocando jogadoras leves, tirando as titulares de quadra.
A seleção voltou ao jogo, com íncriveis cestas da ala Karla e o time passou a frente e cansou...Era hora de Bassul voltar com as titulares em quadra para administrarem o jogo e levarem a vaga olímpica.
Neste momento, a ala brasileira não quis entrar em quadra ao ser chamada pelo técnico à voltar para o jogo.
Como que uma atleta rejeita entrar em quadra numa decisão de vaga olímpico?
Em jogo não estava apenas o égo de uma atleta e sim o futuro da seleção que já deu tantas e tantas glórias para o Brasil. Um absurdo a melhor jogadora, tecnicamente, do Brasil não querer voltar ao jogo num momento tão importante talvez da história do basquete feminino, que vive uma intensa renovação com a aposentadoria de um time inteiro apenas nos últimos anos: Janeth, Helen, Alessandra e Cíntia.

Paulo Bassul foi muito bem no jogo, arriscando na hora certa e colocando o Brasil de volta ao jogo e melhor ainda nas declarações feitas após o jogo. Calmo, ressaltou que Iziane não volta para a seleção nunca mais mas tirou dela a responsabilidade da derrota, lembrando as excelentes atuações de Karla, Chuca, Mamá e Fran e dizendo que a seleção ainda está focada na vaga olímpica.

Pensando na seleção, é claro que a presença de Iziane é importantíssima mas não sei se ela tem clima para voltar, caso converse com o técnico hoje. Ela já se mostrou muito nervosa em decisões, principalmente na semi final diante da Austrália no mundial de 2006 e na semi final do pré olímpico do ano passado, quando a seleção perdeu para Cuba.
Realmente, acho melhor ela não voltar mais. Ela se colocou acima da seleção brasileira, acima de um país. Totalmente equivocada.

Agora, vale lembrar neste jogo o brilhante trabalho do repórter da ESPN Brasil Vinicius Nicolette, que pegou passo a passo a discussão da ala brasileira com o técnico e informou antes do intervalo que Iziane não voltaria mais.
Enquanto isso, na sportv, Edson Vianna sequer se informou da saída de Iziane e apenas após o término da PRORROGAÇÃO descobriu a briga. E pior: Havia perguntado para pivô Kelly se Iziane tinha se machucado e a atleta brasileira respondeu que Iziane não quis entrar em quadra...Só assim para descobrir o ocorrido.
QUE BANHO DA ESPN BRASIL!

Brasil Olímpico- Uma prestação de contas à sociedade

A ESPN Brasil fez uma espetacular programa sobre a situação política do esporte olímpico brasileiro no momento, coletando opiniões dos mais variados lados da moeda, dirigentes, ex-atletas, atletas, jornalistas sobre a atual política do Comitê Olímpico Brasileiro sob o esporte brasileiro.

Entrevistando jornalistas conceituados como Juca Kfouri, ex-atletas como Luis Lima, dirigentes como o presidente do COB Carlos Arthur Nuzman e o ministro dos esportes Orlando Silva Jr, além do presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Vital Severino Neto, o programa se tornou muito corajoso ao jogar na cara de nossos cartolas esportivos as dúbias contas das entidades brasileiras, o que fez com que Vital Severino Neto abandonasse a conversa com o reporter do programa.
Aconselho aos leitores a procurar na programação no site da emissora quando que o programa será reapresentado, pois vale a pena ser visto e revisto.

Porém, vi alguns defeitos no programa. Neste, os atletas foram esquecidos. Em nenhum momento foi citado o nome de algum integrante da delegação olímpica brasileira em Pequim. E o atleta tem que ser o centro das atenções quando o assunto é esporte e não os dirigentes.
Claro, não se pode deixar passar em branco as falcatruas de nossos cartolas brasileiros, mas que não esqueça também nossos heróis. Porque lembrar que o presidente da CBAt( Confederação brasileira de Atletismo) é o mais antigo dos manda chuvas das confederações de esportes olímpicos mas não citar nenhum dos atletas que participaram das competições nestes 20 anos de gestão de Roberto Gesta Melo?

Tudo bem, era um programa para investigar para onde vai todo o dinheiro que o Governo dá ao esporte, mas nenhum atleta ser citado em quase 2hs de programa é complicado. Espero que os competentes repórteres da ESPN Brasil façam em breve um "dossiê" se tratando apenas dos atletas brasileiros, noticiando os treinos diários de nossos esportistas que são esquecidos durante três anos e lembrados durante o período Pré Pan-americano e pré olímpico, para depois estrarem nos ostracismo novamente por um triênio.

Afinal, é bom estar mal?

Uma dúvida está pairando na minha cabeça nesta preparação de atletas brasileiros para os Jogos Olímpicos de Pequim. É melhor, agora no mês de junho faltando pouco mais de dois meses para os Jogos Olímpicos, estar com resultados muito bons ou parecer se poupando e não estabelecendo suas melhores marcas?

A começar os campeões do judô. Thiago Camilo disputou duas etapas da Copa do Mundo em março e teria de estar no auge de sua forma, já que se não fosse bem não conseguiria a vaga olímpica. Conseguiu "apenas" uma medalha de bronze nas duas competições que disputou e atualmente está machucado. O melhor judoca de 2007 não mostrou ser o mesmo em 2008. Será que ele está realmente tranquilo quanto a estes acontecimentos? João Derly, bi mundial, e João Gabriel, bronze no mundial, também estão machucados e não conseguiram bons resultados nas etapas da Copa do Mundo.

Na ginástica, as atletas brasileiras fazem apenas etapas da Copa do Mundo regulares, sem muitas notas altas. Melhor que em 2004, que tivemos uma penca de medalhas nas competições antecedentes e saímos zerados das olimpíadas. Mas será que as atletas brasileiras estão no mesmo nível do quinto lugar por equipes do mundial do ano passado? Será que Jade segue tão bem como em 2007, quando foi a terceira melhor do mundo?

Na natação, Thiago Pereira ainda não melhorou seus excelentes tempos de 2007. Tudo bem, está visando os Jogos Olímpicos e é lá que importa. Porém, ano passado, o que importava eram os Jogos Pan-americanos e nesta altura do ano ele tinha tempos melhores do que os feitos até agora.

No atletismo, Jadel Gregório não vem conseguindo saltar próximo das marcas do ano passado mas se mostra tranquilo, dizendo até poder quebrar o recorde mundial. Ano passado, esta altura do ano, havia feito 17m90 no GP de Belém, sétima melhor marca da história da prova.

Claro que os atletas sabem o que estão fazendo, principalmente porque são guiados por especialistas no assunto. Mas que assusta quando vemos nossas principais esperanças de medalhas em Pequim perdendo para atletas que eram derrotados ano passado é mais que verdade.
Acho melhor confiar que Jadel encaixe um salto de 18m em Pequim mesmo sem grandes resultados na temporada. Melhor acreditar que Jade alcance uma nota 16.000 no salto em Pequim apesar de notas abaixo de 15.000 nas etapas da Copa do Mundo. Vamos confiar na preparação do judô, que tem talvez a melhor seleção masculina do mundo, mesmo que não tenha vindo nenhum ouro em etapas da Copa do mundo. Vamos acreditar que Thiago Pereira nade melhor que seus tempos do ano passado e assim possa brigar por uma medalha.

Na contramão, vemos Mayra Aguiar, campeã da Copa do mundo de Hamburgo de judô, Hugo Parisi, finalista em duas etapas do Gran Prix de Saltos Ornamentais, Maurrem Maggi, que tem cinco das 12 melhores marcas do ano no salto em distância, Káio Márcio, que conseguiu bater seu recorde sul-americano nos 200m borboleta e segue como candidato ao pódio olímpico.
Os citados acima não conseguiram medalhas nos mundiais ano passado, como fizeram os do início do texto, mas estão credenciados à bom resultado em Pequim pelo que já fizeram em 2008.

Quem consegue bons resultados em 2008 diz que está no caminho certo para Pequim. Quem não está repetindo as marcas de 2007 também diz que está tudo certo para a medalha olímpica.
Em quem acreditar? NOS DOIS
VAI BRASIL!
Confio tanto em Mayra Aguiar quando em Thaigo Camilo, tanto em Thiago Pereira como Káio Márcio e tanto em Jadel como em Maurrem...
Pode parecer otimismo da minha parte...E no fundo é...Afinal, cada um sabe bem o que está fazendo nos últimos meses rumo a Pequim!

Atletas precisam se divulgar

Que a imprensa esportiva brasileira não divulga da meneira merecida os esportistas brasileiros todos sabem. Mas os próprios atletas poderiam divulgar seus programas, suas prova, fazer relatos em blogs individuais ou mesmo em sites especializados.

A corrida pela vaga olímpica corre solta em diversas modalidades e a imprensa brasileira pouco liga. Nenhum dos portais com Hotsites olímpicos informa de que maneira os brasileiros conseguiram ou ainda tentam o passaporte para disputar os Jogos Olímpicos de Pequim.
Na canoagem, por exemplo, aconteceu o pré olímpico da modalidade slaloom mês passado e a notícia que o Brasil perdeu a vaga "no tapetão" chegou três dias depois nos principais portais e não havia sido noticiado nem mesmo no site da Confederação Brasileira de Canoagem.

Caso os atletas ou o técnico da equipe tivesse um blog ou um site pessoal, as informações chegariam mais rápido tanto para os fãs do esporte quanto para os grandes portais, que divulgariam para muito mais leitores a notícia, aumentando assim a visibilidade do esporte.
Quem faz isso muito bem é a ciclista Ana Flavia Sgobin em seu blog. Pelo que faz parecer, não é ela quem escreve as notícias, mas lá se encontra os resultados e o dia- a dia da melhor atleta bo BMX brasileiro e que está perto de se classificar para os Jogos Olímpicos.

O site da Confederação Brasileira de lutas é simples mas é um dos mais informativos. Parece um blog, com postagens quase que diárias sobre o dia-a-dia da luta no Brasil. Convenhamos, tem um péssimo lay-out, mas passa aos leitores o que eles querem: Saber sobre a seleção brasileira de lutas. Está é outra alternativa, ao invés de blogs ou sites individuais, ter um blog da própria confederação que é atualizado constantemente.
Por outro lado, a Confederação Brasileira de Canoagem tem um site lindo, com um template moderno, mas não informa absolutamente nada. Para o pré olímpico de canoagem velocidade a ser disputado neste fim de semana, sequer comentam o número de vagas que cada prova dará para as olimpíadas. Uma falha nos "jornalistas" do site.

Eu, como apaixonado por esportes, muitas vezes não encontro a informação que quero nos sites das confederações brasileiras e tenho de esperar dias para descobrir o resultado das competições. O pan-americano de ciclismo, por exemplo, que conta pontos para o ranking feminino que qualifica para os Jogos de Pequim foi lembrado nos portais apenas na quinta feira, sendo que a competição terminou no domingo.

Então, maravilhoso seria se cada atleta tivesse seu blog, contando experiências, com melhores resultados, competições, calendário...Ou simplesmente notícias sobre seus resultados. É isso que os jornalistas ESPORTIVOS buscam, mas muitas vezes não tem acesso. Espero que outros heróis esportivos brasileiros sigam os passos de Ana Flavia do ciclismo e divulguem seus sites.
Eles, que são os que mais reclamam da falta de divulgação e espaço na mídia, precisam se auto divulgar melhor. Este não seria o melhor caminho caso a imprensa brasileira abrisse os olhos para todos os esportes, e não apenas futebol, mas como estamos neste nível, necessitamos de informação e divulgação.

índices olímpicos difíceis. Um passo a frente ou atrás?

A natação e o atletismo são os dois esportes que mais destribuem medalhas nas olimpíadas. Em Pequim, serão 32 ouros na natação(outros dois nas maratonas aquáticas) e 47 no atletismo.
Com excessão dos revezamentos, os atletas nestes esportes conquistam sua vaga olímpica ao ultrapassar a marca mínima exigida pelas Federações Internacionais dos respectivos esportes e não ao vencerem torneios pré olímpicos, mundiais ou qualquer coisa do gênero, como acontece na grande maioria das modalidades.

Os índices são internacionais e, dentro do país, cada confederação pode criar seus índices ou seguir os da Federação Internacional. Nos casos de países de ponta, em que em todas as provas mais de três atletas( no caso do atletismo) e dois(no caso da natação), conseguem as marcas estipuladas, são feitas seletivas em que os vencedores estão automaticamente na olimpíada. Isto é arriscado e o país pode perder atletas importantes, como Maurice Greene e Michael Johnson que se machucaram durante as seletivas dos 200m rasos para Sydney e mesmo com os melhores tempos não disputaram essa prova. Para 2004, Ian Thorpe queimou a largada dos 400m da seletiva australiana mas o vencedor, Craig Stevens, foi "obrigado" a desistir da prova, dando vaga ao posterior vencedor da prova em Atenas.

As Confederações brasileiras divergem quanto às vagas para Pequim. O atletismo permite que o atleta que atinja o índice B( Mais fraco que deixa apenas um atleta por país em cada prova) viaje para as olimpíadas de Pequim enquanto a natação aceita apenas atletas com índice A, tirando dos Jogos Olímpicos Monique Ferreira, Lucas Kanieski , Tatiane Sakemi dentre outros que conseguiram apenas índices Bs.

O atletismo experimentou deixar apenas atletas com índices A participar dos Jogos de Sydney, e não foi feliz. Com apenas 18 atletas,(Em Atlanta foram 42 e em Atenas 38) conseguiu apenas uma medalha olímpica e desperdiçou alguns bons resultados, como da velocista Lucimar Aparecida de Moura que havia batido o recorde brasileiro meses antes, mas não atingira o índice A olímpico. Com as marcas nos 100m e 200m, ela ficaria com o bronze nos 100m e ficaria em sétimo nos 200m. Claro, as marcas da brasileira foram obtidas na altitude, oque facilita as provas de velocidade, mas ela tinha claras condições de chegar ao menos ás semi finais.

Para Atenas, e também para Pequim a CBAt(Confederação Brasileira de ATletismo), aceitou os atletas com índice B, o que colocou o Brasil em diversas provas em 2000 não esteve, principalmente no feminino. Em 2000, apenas três mulheres estavam na delegação enquanto quatro anos depois elas eram 18. Em Atenas, as meninas do Brasil conseguiram grandes resultados nos revezamentos, que caso seguissem os índices Bs estariam classificados para Sydney. Aliás, em 2000, nenhuma das três brasileiras foi bem, não chegando à nenhuma final.

Então, é importante que a CBAt dê aos atletas a opurtunidade de disputar os Jogos Olímpicos mesmo sem grandes chances de medalhas. Além de visibilidade, visto que as TVs estarão transmitindo a prova do Arremesso de dardo, por exemplo, em que Luciana Mendes tem a marca B mas dificilmente chegará ao índice mais difícil, e todos aqui no Brasil verão Luciana, saberão que o esporte aqui também existe e, por que não, algumas crianças não queirão imitar a atleta brasileira.
O atletismo é um esporte em que as melhores marcas do mundo não são sempre melhoradas, visto que muitos recordes mundiais tem mais de 20 anos de história. Para se ter uma noção, apenas oito recordes olímpicos do atletismo foram batidos em 47 provas disputadas em Atenas 2004. Isso mostra que, os atletas com índice B têm chances reais de final olímpica caso repitam suas marcas. Um exemplo é a lançadora Luciana Mendes que se repetisse o índice B no mundial de 2007, que reuniu todas as melhores atletas do mundo, ficaria a menos de 1m da vaga na final.
Uma razão que influenciou no fraco resultado do atletismo e outras modalidades foi o grande intervalo entre o momento da conquista de um índice olímpico a competição. Para Pequim, o atleta que conseguiu índice A em 2007 terá que fazer o índice olímpico B em 2008, para provar que continua numa boa fase.

Já a natação, os recordes são melhorados ano pós ano. Uma marca que deu medalha em 1996 para Gustavo Borges nos 200m livre, 1min48s08, não daria sequer uma final no mundial de 2007. Então, o índice B estipulado pela FINA( Federação Internacional de Natação).
Desta forma, um atleta com índice B, como Tatiane Sakemi nos 100m peito, precisaria melhorar cerca de 3s sua marca para conseguir chegar na final. Então, faz muito bem a CBDA( Confederação Brasileira de Depostos Aquáticos) de não dar a vaga para atletas que não tenham chegado ao índice A.
Porém, a CBDA deve deixar os atletas com índice B em algumas provas mas que tenham índice A em outra disputar essas provas. Exemplo: Henrique Barbosa atingiu o índice A na prova dos 100m peito e garantiu a vaga em Pequim por esse tempo. Mas, a prova dos 200m peito é disputada depos da prova dos 100m, e Henrique tem o índice B nesta prova, podendo, de acordo com a FINA, nadar esta prova e talvez obter um bom resultado, sem a pressão de sua melhor prova ou mesmo para chegar ao revezamento 4x100m medley ainda mais preparado. Agora, resta saber se a CBDA deixará ele cair na água sem o índice A. Em Sydney e Atenas os nadadores puderam cair na água, agora para Pequim nada foi confirmado.
Vamos Esperar

Portanto, ao contrário de muitos jornalistas ESPORTIVOS, concordo com a CBAt em deixar atletas com marcas teoricamente mais fracas disputar as olimpíadas, seja pela visibilidade, seja pela experiência do atleta ou mesmo pelo fato e ter chances reais de uma final olímpica.
E quanto a natação, concordo plenamente, em não levar atletas com índice B pois, além das provas de natação já serem muito mais conhecidas no Brasil que as do atletismo, o país acabará participando de todas as provas nos Jogos, já que provavelmente atletas com índices B em algumas provas e A em outra caírão na água em provas que não sejam sua especialiadade.

Jornalista futebolístico

A imprensa brasileira tem brilhantes jornalistas futebolísticos. Em questão de segundos posso citar mais de dez. Na minha opnião o melhor é Juca Kfouri. Além de um brilhante intendor do assunto, é politizado e escreve muito bem, tanto em suas colunas nos jornais como seus livros.
Respeito, aplaudo e por que não dizer que é meu ídolo dentre os comentaristas de futebol.
F-U-T-E-B-O-L

É aí que entra outro problema da imprensa brasileira. Os jornalistas esportivos realmente são pouquíssimos. O maior de todos, Àlvaro José, que consegue entender da maioria dos esportes e não coloca o futebol em primeiro tempo. Ao contrário de Orlando Duarte que, é apaixonado por esportes, mas tem seu "carro-chefe" o futebol.

A coisa que mais me irrita é que na época de olimpíada e de Jogos Pan-americanos todos esses Jornalistas futebolísticos fingem entender de todos os esportes olímpicos. Flávio Prado é o primeiro a abrir a boca para reclamar da participação do Brasil em Jogos Olímpicos. Mas que moral ele tem para criticar o Robert Sheidt, como o fez nas olimpíadas de 2000 depois que o brasileiro perdeu o ouro na última regata.
Juca Kfouri me reclama em seu blog da uol da participação do Brasil no mundial do atletismo. Só pelo fato de o Brasil ter levado "apenas' uma prata. Mas ele não se deu ao menos o trabalho de ver que o Brasil chegou em oito finais, no melhor resultado da história do país em termos qualitativos.

Juca e Flavio foram meus inspiradores no futebol, minha primeira paixão esportiva. Via Cartão Verde, da TV Cultura, aos domingos e os dois me "incentivaram" de alguma forma à tentar ser jornalista na minah vida. Agora, eles só entendem de futebol em termos de esporte. Não intendem NADA de olimpíada e durante 15 dias opniam em todas as modalidades em todos os esportes.

Juca ainda comenta sobre a "política" do COB. Sempre critica o presidente atual do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, que tem uma brilhante participação na história do esporte brasileiro, jogando na seleção de volei e posteriormente dirigindo a Confederação Brasileira do esporte em que o consagrou.
Tudo bem que Nuzman não é a melhor pessoa do mundo, tem seus defeitos mas Juca criticá-lo é demais. Nuzman assumiu o poder do esporte olímpico brasileiro em 1995 e com sua política de profissionalização do esporte conseguiu levar o Brasil a 37 medalhas em três jogos Olímpicos. Conseguiu a Lei Piva, que dá cerca de R$ 40mi anualmente ao esporte além da Lei de Incentivo ao Esporte.

O Brasil necessita de jornalistas que dediquem seu tempo a esportes olímpicos, e mesmo os não olímpicos. Por que temos tantas revistas especializadas em futebol(Que, em época de Pan e olimpíadas, curiosamente viram revistas ESPORTIVAS), e não temos uma, sequer uma revista esportiva, sobre todos esportes. Claro, tem revistas especializadas em ciclismo, automobilismo, triatlo, surf...Mas nenhuma em esportes em geral. É isso que falta nas nossas bancas de jornais.

Em agosto, vamos ver os jornalistas de futebol, se mostrando entender de ciclismo, natação e atletismo. Agora, nenhum deles acompanha o dia a dia dos nosso heróis olímpicos durante quatro anos. Só querem o filé...
Mas, volto a dizer que são, em geral, grandes jornalistas de futebol, grandes pessoas e, muitas vezes, com brilhantes noções de política. Mas quanto aos esportes em geral...

Por que a palavra "Apenas"?

Na participação olímpica de todos os países, existem os que se destacam entre os primeiros colocados de suas categorias, os que vão no pelotão mediano e os que ficam mais atrás. O Brasil, claro, não é diferente e em diversos esportes os brasileiros viajam para os Jogos Olímpicos em busca de não ficar entre os últimos colocados.

Porém, a imprensa brasileira não percebe isso. Minha maior indignação é com a palavra "apenas', usada em todos os telejornais, jornais escritos, internet, rádio e se bobear até em telegrama. O jornalista informa que, por um exemplo, o vencedor da prova do ciclismo montain bike foi o francês "fulano de tal", a prata foi para o alemão "ciclano" e o bronze ficou com o inglês "beutrano". O brasileiro "José Silva" ficou APENAS na 33ª posição.

POR QUE, eu pergunto infinitas vezes POR QUE usar a palavra APENAS? Só pelo fato dele não ter conseguido a medalha ou nem ter chegado perto disso? Nessas horas, todos esquecem que ele lutou muito, superou a falta de investimento no esporte do Brasil, trocou sua família por treinos diários e chegou numa honrosa 33ª colocação entre 50 atletas. E o jornalista, que nunca ouviu falar dele e tem que fingir que sabe quem o ciclista é, faz uma cara de decepcionado como se estivesse pensando " É, o Brasil sempre atrás dos Europeus".
Ah,faça- me o favor

Usei o exemplo do montain bike, com a 33ª posição entre 50 atletas porque foi o que aconteceu nos Jogos Olímpicos de Atenas quando o brasileiro Evandro Cruz chegou nesta posição na prova. Fiquei indignado pois ninguém disse, em nenhuma das TVs, que o brasileiro já tinha desistido dos Jogos e só se classificou para as Olimpíadas depois da abertura, pois abriu uma vaga entre os classificados para a prova.
Para ele, que teve a decepção de ficar fora dos Jogos e ganhou a vaga aos 47 do segundo tempo, ter disputado a competição e ficado em 33º não deve ter nada de "apenas".
Aliás, qualquer atleta brasileiro, excessão feita ao futebol masculino, não deve ser tratado com a palavra "apenas".

Outra controvérsia da imprensa brasileira acontece principalmente na natação. Quando atletas brasileiros competem no Brasil e são top de linha, exemplo de César Cielo, Kaio Márcio e Thiago Pereira, as notícias das vitórias deles nos campeonatos brasileiros são sempre assim: Fulano vence a prova dos 200m livre MAS NÃO BATE RECORDE.
Até aí tudo bem, a expectativa é sempre que eles melhorem.
Agora, quando um brasileiro que não consegue chegar as finais em olimpíadas e mundias mas ainda sim bate o recorde sul-americano a notícia é assim: Fulano está eliminado da prova dos 200m livre. Ao invés de seguir o que fazem com os top de linha: "Fulano não se classifica mas ainda sim bate recorde sul-americano". Essa última nunca foi noticiada pela imprensa. Nunca

A imprensa brasileira, até mesmo os canais esportivos especialiazados, não dão valor para os atletas que não chegam às finais enquanto o público brasileiro vangloria apenas os medalhistas, excluindo até mesmo os que chegaram perto do pódio.

Por isso, para Pequim vou tentar contar o número de vezes que a palavra "apenas" é citada injustamente na imprensa brasileira. Com certeza, o número vai ser parecido com o números de atletas do Brasil que não chegarem entre os primeiros colocados.
Absurdo!