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Rubinho no Montain Bike


O brasileiro Rubens Donizeti conseguiu a vaga brasileira para os Jogos Olimpicos no Montain Bike ao vencer as seletivas nacionais. O Brasil garantiu uma vaga al ficar entre os 24 melhores paises no ranking internacional da modalidade. Sera a quarta olimpiada seguida que o Brasil levara um atleta no Montain Bike masculino, garantindo assim 100% de participacao.

Ao contrario de Jaqueline Mourao, Rubinho nao foi tao dominante nas seletivas. Na ultima dela, inclusive, perdeu nos ultimos metros a corrida para Ricardo Psheidt, mas tinha a seu favor resultados melhores nas etapas anteriores.

Pode-se dizer que a medalha de prata de Rubens Donizete na prova de mountain bike do Pan-Americano, a segunda do MTB brasileiro na história do torneio continental, foi obra do destino. No entanto, o ciclista fez por merecer a medalha no Rio de Janeiro. Com os bons resultados obtidos em provas internacionais da modalidade, nos últimos meses antes do Pan, Donizete conseguiu a vaga de Edivando Cruz, que já estava convocado para integrar o time do Brasil.

Mesmo com toda a importância de Edivando Cruz, até então o único medalhista de mountain bike brasileiro na história de Jogos Pan-Americanos, com a prata de Santo Domingo, em 2003, o técnico brasileiro Eduardo Ramires bancou a ida de Donizete ao Rio de Janeiro.

Ramires justificou a alteração na equipe com o melhor desempenho de Donizete em uma seletiva improvisada no Canadá. O técnico brasileiro ainda afirmou, no final de junho, que o rendimento do ciclista estava melhor do que Edivando.

Assim, com 27 anos, o ciclista que estreou em Jogos Pan-Americanos na edição de 2007 já se equivalou à maior conquista de um brasileiro na mountain bike em Jogos Pan-Americanos. Nascido em uma pequena cidade do sul de Minas Gerais, Monte Santo de Minas, hoje ele é um dos principais nomes do mountain bike brasileiro.

Rubinho no momento e o numero 71 do ranking mundial, com resultados apenas regulares nos campeonatos internacionais. Ele foi vigesimo quinto no mundial deste ano, e 75 no mundial do ano passado. Ainda ano passado, ele disputou duas etapas da Copa do Mundo, ficando em vigesimo quarto e trigesimo nono.

“Representar o Brasil em uma Olimpíada é um sonho para mim. Desde que comecei a competir, em 1996, preparo-me para isso. Minha meta é terminar entre os dez primeiros colocados. Será uma prova muito disputada”, avaliou o atleta de 28 anos.

NOS JOGOS OLÍMPICOS
Rubinho não conseguiu o objetivo inicial de ficar entre os 10 primeiros, mas fez uma grande prova, ficou em 19º entre os 50 atletas na competição, conquistando o melhor resultado da história do Brasil na prova entre os homens. Ele fez o tempo de 2:05:19 , 9min20s atrás do líder.

Murilo no contra relogio


O brasileiro Murilo Fischer estará em sua terceira olimpíada e pela primeira vez disputará uma segunda prova. Depois de ser o 89º na prova de estrada dos Jogos de Sydney e 62º em Atenas, ele busca uma melhor colocação na prova em Pequim, e também disputará a competição contra o relógio.

Esta prova não é a que o ciclista tem seu melhor desempenho, mas ele foi escolhido por Mauro Ribeiro, técnico da seleção brasileira, por ser melhor qualificado para ela do que o companheiro, Luciano Pagliarini. "Entre os dois, ele tem melhor desempenho. Vamos contar com o dia, esperar que ele esteja bem para fazer uma boa apresentação, mas sem expectativas", explicou o treinador.

"Estou treinando para a estrada, que é minha especialidade, mas espero fazer sim o contra-relógio, mesmo que tenha menos chances. No ciclismo, não há o que inventar, cada um hoje em dia tem sua especialidade", disse Fischer, salientando que participar da prova é importante para o Brasil, como forma de ganhar experiência e para comparar o nível do país com as potências do esporte.

Murilo disputou esta prova nos Jogos Pan-americanos de 2003, quando ficou na décima posição entre os 20 atletas que disputaram a prova. Para os Jogos Pan-americanos de 2007, ele abriu mão da disputa para enfrentar a complicada Volta da França, prova em que está disputando no momento.

A vaga nesta prova veio pelo fato do Brasil ter ficado entre os 30 primeiros colocados do ranking mundial do fim do ano passado. Desta forma, conseguiu vaga para dois atletas na prova de estrada, já analisados pelo blog, e um dos dois tem o direito de disputar a prova contra-relógio, que terá a presença de bem menos atletas que a de estrada. Desta forma, é possível que Murilo consiga sua melhor posição em termos numéricos nesta prova, podendo ficar entre os 30 primeiros, algo bem mais difícil de acontecer na prova de estrada, que terá a presença de mais de 120 atletas.

Luciano irá à Pequim para ajudar Fischer

Luciano Pagliarini é um dos ciclistas mais experientes do Brasil e em Pequim terá a função de ajudar Murilo Fischer a tentar o improvável, mas não impossível pódio na prova de resistência do ciclismo estrada.


Pagliarini não espera brigar pela própria vitória. "Este circuito não é adequado às minhas características de ir ao sprint. É melhor para o Murilo, então eu já me ponho à disposição para deixá-lo na melhor situação possível", afirmou o ciclista de 30 anos.
Uma vantagem dos brasileiros é a experiência no ciclismo, mas também o longo tempo em que estão em contato. Ambos moram na cidade de Treviso, na Itália, e mesmo que pedalem por equipes distintas, sempre treinam juntos quando não estão em competição. "Um dia tomamos café na casa dele, outra na minha, as famílias se freqüentam... São sete anos treinando juntos, então não poderia haver uma dupla melhor. Esta experiência vai funcionar a nosso favor", afirmou ele.

Em Pequim, o medalhista de bronze no Pan do Rio quer apagar o mau desempenho de Atenas-2004. Principal ciclista brasileiro, ele acabou chateado com seu desempenho. Teve um pneu furado durante a prova e abandonou após perder muito tempo para consertar a bicicleta. "Em Atenas, demoraram uns 40 segundos para trocar o pneu. No ciclismo isso é muito tempo".

Luciano treina desde 2001 na Europa, quando estreou pelo time Lampre, em que ficou até 2004, quando se tranferiu para Linchigas Bianchi e no ano seguinte mudou novamente, agora para Saunier Duval, equipe que defende até hoje. Este ano, ele abandonou o giro da Itália faltando seis etapas para o encerramento mas alegou problemas de tendinite no joelho e preferiu se retirar.
Nas poucas etapas dedicadas aos velocistas Paglia obteve um 7°, um 11° e uma 18° colocação.

Velocista, Luciano deverá disputar a prova contra relógio de estrada, que será analisada mais tarde, quando o nome brasileiro nesta prova for divulgado, já que há a possibilidade de Murilo disputar a prova.
No mês de julho, antes de Pequim, ele disputará mais uma vez a volta da França, a mais famosa do mundo.
NOS JOGOS OLÍMPICOS
Luciano acabou prejudicado por uma pequena pedra no rim que o pegou faltando poucos dias para sua estréia olímpica. Ficou muito próximo de não entrar em ação nois Jogos, mas se superou e disputou a prova com dores.
No fim, terminou em 91º entre os 143 atletas que entraram em ação em Pequim, sendo que muitos deles acabaram por desistir da prova. Terminar uma prova depois de mais 7h pedalando com dores foi uma vitória e uma demonstração de muita raça.

Melhorando cada vez mais

O brasileiro Murilo Fischer garantiu vaga nessa semana em sua terceira olimpíada na prova de resistência na estrada. O Brasil garantiu duas vagas na prova, uma a menos que em Atenas 2004, e ainda garantiu um dos atletas, provavelmente o próprio Fisher, na prova contra relógio.


Depois de realizar o sonho de disputar uma Oimpíada em Sydney-2000, quando ficou no 89º lugar, Fischer melhorou seu desempenho em Atenas. Ele completou a prova na 62ª colocação, a 8min51 do vencedor. Para Pequim, ele espera ao menos melhorar a posição obtida em Atenas. Serão cerca de 120 ciclistas na prova.

Seu maior título foi o campeonato mundial B, em 2003, que garantiu a ele a vaga para os Jogos de Atenas. Ele não disputou os jogos pan-americanos do ano passado pois deu preferência para a volta da França, em que conseguiu bons resultados como a terceira posição na 11ª etapa da prova. No fim, o ciclista que treina na Itália desde 2002 ficou na 137ª posição.
O parceiro do brasileiro na prova, Luciano Pagliarini, já deu declarações que poderá abrir mão de fazer sua prova para ajudar o companheiro de time na Itália conquistar o pódio. "Este circuito não é adequado às minhas características de ir ao sprint. É melhor para o Murilo, então eu já me ponho à disposição para deixá-lo na melhor situação possível" afirmou Luciano, que terá suas chances avaliadas pelo blog posteriormente.

Murilo tem em seu currículo algumas boas vitórias em etapas de grandes competições. Em 2007, venceu uma das etapas da volta da Polônia e em 2005 obteve triunfo na volta do Qatar e a vitória no Giro de Piemonte. Apesar do pódio estar muito distante, tudo pode acontecer numa prova de mais de 5hs com a presença de inúmeros atletas.
O real objetivo é conseguir melhorar a participação de 2004, quando ficou em 62º. Conseguir uma posição melhor que a 20ª posição obtida por Cássio Paiva em 1988 seria um sonho, fazendo com que conseguisse o melhor resultado da história da estrada brasileira.
NOS JOGOS OLÍMPICOS
Murilo Fischer fez uma participação brilhante no ciclismo estrada dos Jogos Olímpicos de Pequim. Num percurso muito forte, com subidas dificílimas, ele conseguiu se manter entre os primeiros colocados nas mais de 6h de provas, ficando na 20ª posição empatando o melhor resultado do ciclismo estrada nacional. Parabéns.

Apenas uma Fernandes no ciclismo

Correção de 5 dias atrás


A família Fernandes vive do ciclismo. Janildes, Clemilda e Uênia são as três melhores ciclistas brasileiras em provas de estrada. E as três são irmãs mas apenas uma delas estará em Pequim e esta será Clemilda, contrariando o que havia escrito ontem.
A imprensa havia divulgado o nome de Janildes para a vaga olímpica, mas a Confederação Brasileira de Ciclismo resolveu mudar o nome da atleta alegando que Clemilda iria se adaptar melhor para a prova olímpica

Primeiramente, estava estipulado que os países entre 17º e 24º no ranking mundial das corridas de estrada estariam com duas atletas garantidas nas provas de resistência e uma delas ainda poderia disputar a prova contra relógio. Porém, dias depois, os países que ficaram com duas vagas foram resumidos a 6, deixando a dupla classificação para as nações que ficaram até 22º no ranking, excluindo o Brasil que fechou em 23º.

Janildes é a irmã mais velha de Clemilda e disputaria a Olimpíada pela terceira vez. Já a selecionada para os Jogos de Pequim faz sua estréia olímpica. Atualmente com 29 anos, Clemilda começou no esporte justamente por incentivo de Janildes.

Clemilda conseguiu a medalha de bronze na prova Contra relógio nos Jogos Pan-americanos mas não poderá disputar essa prova em Pequim pois o Brasil levará apenas uma atleta na estrada. Na prova de estrada da competição no Rio de Janeiro, ela ficou na 11ª posição.
A ciclista treina há quatro anos na Europa pela equipe italiana Chirio Forno D’Assolo . Atualmente, está em 70º lugar. O melhor resultado este ano foi quando conquistou a quarta colocação no GP de Cornaredo, após realizar uma fuga de 117 quilometros com outras oito ciclistas, levando a decisão da clássica para o sprint entre as escapadas. Ainda este ano, ficou em bronze na Copa América além do título brasileiro e a10ª posição no campeonato pan-americano.
Uma posição entre as 20 melhores seria espetacular para o ciclismo brasileiro e uma medalha é um sonho muito, mas muito distante.
O importante para ela será se manter no pelotão de frente durante as quase 3h30min de prova e se manter sempre revezando-se no vacuo das atletas, já que ela não terá companheiras de equipe durante a prova, como as principais atletas da prova terão.

Provavelmente na segunda olimpíada de verão

O Brasil conseguiu uma vaga para o montain bike feminino das olimpíadas de Pequim 2008 graças a posição alcançada no ranking mundial no início do ano, a 21ª. Jaqueline Mourão conquistou 52% dos pontos do país no ranking e lidera as competições das seletivas brasileiras para as olimpíadas e dificilmente perderá a vaga. Incrivelmente, ela é a única brasileira a disputar os Jogos Olímpicos de verão e inverno. Em Turin 2006, ficou em 67ª na prova de cross country de ski.


Jaque venceu a primeira das três seletivas com cerca de 20 minutos de vantagem sobre a segunda colocada, Adriana Nascimento. Dias depois, ganhou medalha de ouro no pan-americano da modalidade por equipes, na Venezuela e ficou com a medalha de prata no individual. " feliz demais com meu desempenho e com ainda mais esperança de que esta temporada será 10"- Constatou Jaque que foi quinta no Pan de Santo Domingo e quarta no Rio de Janeiro 2007. "Claro que após o Pan deu aquela vontade de participar das Copas do Mundo... “Lei de Murphy”, devido às seletivas nacionais, este ano eu não poderei participar do circuito internacional"- Lembrou Jaque que não disputará competições internacionais até julho, quando estará na sexta e sétimas etapas da copa do mundo.

Ela chegou a ficar na nona posição do ranking mundial em 2003, na melhor fase da carreira, quando ficou em segundo na Copa da Suiça. Nos Jogos Olímpicos de 2004, ficou em 18º, na melhor participação de um brasileiro no ciclismo em Atenas.
No momento, ela se encontra na 37ª posição do ranking mundial. Ficou em nono na etapa do Canadá em 2007 e em oitavo na Áustria. Nas Copas do Mundo, ficou em 89º na Bélgica, 47ª na Alemanha, 55ª na Suiça, 40ª no Canadá. Ainda precisa de um bom resultado em âmbitos mundiais, mas em condições continentais, sempre consegue bons resultados, como a prata neste ano e o quarto lugar em 2007.

Na segunda seletiva, nova vitória, desta vez em Ouro Preto(MG) ficando ainda mais próxima da vaga olímpica. (Atualizado dia 08 de junho)

O principal objetivo é ir melhor que em Atenas. Mas não será um sonho distante um lugar entre as 15 primeiras colocadas, ou até uma vaga nas top-10 olímpicas. Agora, o sonho de uma medalha é realmente distante!


Ela garantiu de vez seu lugar na equipe olimpica brasileira ao conquistar a terceira etapa das seletivas brasileiras para Pequim, terminando assim como 100% de aproveitamento.

NOS JOGOS OLÍMPICOS
Jaqueline não fez uma boa prova, foi prejudicada por um pneu furado e completou a prova em 19º, piorando o resultado de quatro anos atrás. Ela chegou uma volta atrás dos líderes e ficou a frente de sete atletas que chegaram e no total a frente de 11, já que 30 largaram.