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E o obvio aconteceu...Mas podia nao acontecer


Desde setembro de 2007, quando o Brasil perdeu de virada um jogo que esteve em suas maos por tres quartos contra Argentina pelas semi finais do Torneio Pre Olimpico das Americas, que dava aos dois finalistas a vaga direta para Pequim, muito se falou do time de basquete masculino do Brasil...Mas na verdade pouco se fez.

O tecnico demorou para ser escolhido, somente em janeiro deste ano. Foram tres meses jogados fora. Assim que o tecnico foi escolhido, muito se falou novamente, se e melhor tecnico estrangeiro ou brasileiro, mas novamente pouco se fez...O Brasil nao fez nenhum amistoso, a Confederacao nao se esforcou para garantir a presenca dos principais jogadores do pais do Torneio Pre Olimpico de julho...E deu no que deu.

Pouco tempo antes do torneio, o time perdeu Nene, machucado. Leandrinho quis abrir mao do pre olimpico e ate hoje ninguem sabe porque. Varejao tambem nao foi...Mais da metade do time titular fora...Se com eles iria ser dificil, sem eles complicou ainda mais!

E novamente a confederacao pouco fez. Marcou dois amistosos contra a Venezuela, time que sequer se classificou para o pre olimpico mundial, dentro do Maracanazinho, com torcida e juiz a favor...Nada a ve com o pre olimpico mundial em que enfrentariamos as melhores selecoes do mundo.
Unica coisa boa da preparacao foi ter disputado o torneio com Croacia, Australia e Grecia dias antes do pre olimpico. O time se mostrou bem apesar das derrotas para os ja classificados australianos e para os grandes favoritos a uma das vagas, os gregos. Por incrivel que parece, vencemos a Croacia. E quem ficou com uma das vagas no pre olimpico? Exatamente a Croacia, que bateu os alemaes na semi final deste sabado.

Mesmo com todos esses contrapontos a vaga poderia ter vindo se tivessimos mais sorte no sorteio. Alem de enfrentarmos logo na primeira fase os donos da casa e que tem um timaco, pegamos nas quartas de finais os alemaes que, se tudo ocorrer dentro do esperado, consiguira uam vaga amanha na disputa do terceiro lugar do torneio.
Se tivessemos em outra chave, poderiamos jogar com a Croacia, como fez o Canada que jogou pifiamente na primeira fase, suando para ganhar da Croacia e perdendo para Eslovenia. Contra a Croacia nas quartas de finais, as coisas poderiam ser diferentes, assim como foram no torneio preparatorio para o pre olimpico...Mas o SE nao joga e o Brasil deu azar no sorteio, ficando de fora da terceira olimpiada seguida.

O tecnico Moncho e culpado? Nao, fez o que pode e com os jogadores que tinha nao poderia ter ido mais longe com o sorteio tao desfavoravel.
Os jogadores? Tambem nao. Aqui do Canada, percebi que eles se esforcaram muito, mas a tecnica nao e grande o bastante para batermos os melhores do mundo. Faltou Leandrinho, Nene e Varejao.
Marcelinho Machado? O unico tri campeao pan-americano do basquete brasileiro errou muito no jogo contra a Alemanha. Mas com certeza nao e o unico culpado como muitos estao falando...Ele tem seu credito na selecao, mas ja esta na hora de se aposentar.
A confederacao? COM CERTEZA...Depois do fracasso no mundial de 2006( Mais uma vez com sorteio dos grupos desfavoravel, vale lembrar) poderia ja ter demitido o tecnico Lula, que estava na selecao ha anos e colecionava desavencas com jogadores, e assim Moncho teria mais tempo para testar a equipe. Nao fez isso. O time perdeu o pre olimpico e o SENHOR GREGO, nao liberou o nome do novo tecnico ate o fim do ano, nao marcou amistosos, nao faz nada...Fora Grego!

FORA GREGO!

Final do Troféu Brasil e muito no "quase"

O Troféu Brasil de atletismo terminou neste domingo com grandes resultados do Brasil, como Maurrem Maggi e Fabiana Murrer, seis índices olímpicos e muitos atletas ainda acreditando na marca que lhes garantem vaga para Pequim, já que a data limite de conquista do índice é dia 20 de julho. Acredito que um ou outro consiga, mas se todos que disseram que estam perto da marca realmente alcançarem o Brasil vai ser uma das maiores delegações dos Jogos.


As provas de arremesso são as que tem mais atletas perto da marca. No arremesso de disco masculino, Ronald Julião conseguiu boas e constantes marcas, chegando a 59m51 "Fiz uma excelente prova e consegui a minha melhor marca do ano. Agora é tentar o índice olímpico na Colômbia", declarou o campeão, que ficou a três metros do índice olímpico. Ele, que também venceu a prova do peso, ficou em sexto no disco no Pan do ano passado, e queria o recorde brasileiro do peso que é de 18m72, mas chegou apenas a 18m02. O índice é 19m80.

No martelo, Wagner Domingos, recordista brasileiro desde 2006 quando quebrou uma marca de mais de 20 anos, também acredita no índice olímpico nos próximos 20 dias. Ele marcou 68m13, batendo o recorde do campeonato, disse que ainda tem chances: "Vou procurar ver onde tem provas, aqui ou no exterior, e lutar para alcançar o índice.Estou treinando bem e ainda não joguei a toalha, afirmou."
No dardo, Julio Cesar Oliveira, que já lançou 78m em 2006, marca que lhe garantiria vaga olímpica, arremessou 71m e ficou distante da marca.

No saltos, a história se repete, mas com maior intensidade nas provas femininas.
No salto em altura, a campeã do Troféu Brasil foi Eliana Renata, com 1m81m, e ela quiria o índice "O nível da prova foi bom, mas acho que poderia ter sido melhor", comentou a atleta paulista.
Em segundo lugar ficou Mônica Araújo de Freitas (BM&FBOVESPA-SP), com 1,78 m. "Não fiz uma boa prova hoje. Mas tenho certeza que nós três (referindo-se às três primeiras colocadas) temos chances de conseguir pelo menos o índice B para Pequim", afirmou Mônica.

No salto em distânica, prova que Maurrem Maggi e Keila Costa já estão classificadas, outras duas brasileiras alcançaram o índice B mas precisam da marca mais forte, 6m72, para viajar à Pequim para disputar os Jogos Olímpicos. Gisele Lima, que já tem índice no triplo, saltou 6m66 enquanto Eliane Matins ficou abaixo do esperado fazendo 6m35. Elas ainda tem 20 dias para conquistar o índice.

No salto com vara, Joana Costa fez sua melhor marca, saltando 4m35,mas falhou as três vezes que tentou alcançar os 4m45 e o consequente índice A para Pequim. Ela tem a marca B, mas como Fabiana Murrer tem o índice A, ela só se classifica se conseguir a marca mais difícil.

Nas provas de pista, Juliana Gomez, campeã pan-americana dos 1500m rasos, venceu a prova com 4min20s43, bem longe do índice que é 4min08s, que ela chegou muito próxima em 2007, ainda acredita"Essa vitória significa muito para mim. Eu me superei, pois não vinha competindo bem. Ainda vou tentar o índice olímpico até o dia 20 de julho".
Nos 800m, Christiane Ritz dos Santos foi a vencedora, com o tempo de 2:06.24. Foi o segundo triunfo da gaúcha no Troféu Brasil Caixa de Atletismo. Ela já havia vencido esta mesma prova em 2005."Fiz uma corrida tática e acabou dando certo. Ainda tenho esperança de me classificar para os Jogos Olímpicos (precisa fazer, pelo menos, o índice B, com 2:01.30)", disse a ganhadora da prova, outra que sonha com os Jogos Olímpicos.

Nos 110 com barreiras, prova que em 2004 o Brasil teve quatro atletas com índice A e um finalista olímpico, tem apenas Anselmo Gomez, bronze na prova do Troféu Brasil, como classificado. Matheus Inocêncio e Éder Filho ainda sonham com a marca de 13s55 nos próximos 20 dias.

Ainda nas barreiras, nos 3000m com obstáculos, Gladson Barbosa ganhou a medalha ouro com o tempo de 8:46.56. Foi a terceira vitória consecutiva do atleta mineiro no TB Caixa. "Tenho muita sorte aqui. O (estádio) Ícaro de Castro Melo é minha segunda casa. Agora vou competir na Espanha, e tentar o índice olímpico (8:32.00 - índice B)", declarou mais um que sonha com as olimpíadas.

O que fica do Troféu Brasil é a evolução do Brasil em diversas provas em que os brasileiros não sonhavam com a vaga olímpica em outras edições. Os 3000m com obstáculos masculino, as provas de arremesso de disco e martelo além do salto em altura feminino tem tudo para terem ao menos um atleta brasileiro em Pequim, algo que não aconteceu nem em Atenas nem em Sydney. A melhora qualitativa do atletismo brasileiro é evidente, com cada vez mais atletas perto de marcas que os classifiquem para olimpíadas.

Até o momento, o Brasil tem marca para disputar provas 30 provas.
Tanto para homens como mulheres: 100m, 200m, 400m, maratona, marcha 20km, salto em distância, salto em vara, salto triplo, 400 com barreiras. Só homens: 800m, 1500m, 10.000m, 110 com barreiras, marcha 50km, decatlo e salto em altura. Só mulheres: Lançamento de dardo, lançamento de disco, heptatlo, 100m com obstáculos e 3000m com obstáculos.
Os revezamentos 4x100m masculino e feminino estão praticamente classificados enquanto o 4x400m feminino está muito perto.

E a vaga no BMX quase veio...

A União Ciclística Internacional – UCI divulgou a lista dos 11 países que estarão participando dos Jogos Olímpicos de Pequim, na modalidade BMX Feminino, e o Brasil não está entre eles, mesmo Ana Flavia Sgobin conquistando o melhor resultado brasileiro nas principais categorias, no Mundial de BMX, realizado no dia 31 de maio, onde parou nas quartas-de-final.


“Não esperava ficar fora das Olimpíadas. Confesso que ainda tinha uma expectativa, apesar de saber que estava difícil por conta dos resultados do mundial. O problema é que comecei a lutar por uma vaga em abril de 2007, mais de um ano após minhas adversárias e ainda tive a oportunidade de participar em apenas uma das etapas do BMX World Cup Supercross, que é um novo formato de pista totalmente diferenciada das pistas tradicionais” – desabafou a piloto, lembrando que as etapas do Supercross também valeram pontos para o Ranking Olímpico de Nações e que, a pista de BMX nas Olimpíadas, também é no formato do Supercross.

Coincidentemente, nesta mesma semana, a UCI também divulgou seu Ranking Individual de Pilotos 2007 / 2008, por continentes e também Overall, ou seja, o Ranking Latino Americano e o Ranking Mundial, onde Ana Flavia Sgobin se posicionou como a 2ª melhor colocada da América Latina ficando a apenas 4 pontos da 1º colocada, a Argentina Gabriela Diaz, enquanto que no Ranking Mundial, a brasileira ainda ficou entre as Top 20 do Mundo, com a 16ª colocação, sendo esses resultados de Ranking UCI, os melhores de sua carreira.

Os 11 países que estarão disputando os Jogos Olímpicos de Pequim no BMX feminino são: França, Nova Zelândia, Austrália, Argentina, República Checa, Estados Unidos, Holanda, Canadá, Inglaterra, Dinamarca e Suíça, sendo que estes três últimos, conseguiram suas vagas no Mundial. Uma comissão formada por integrantes da UCI, do Comitê Olímpico Internacional – COI e da Associação dos Comitês Olímpicos Nacionais – Anoc, ainda decidirão por mais um país participante no critério de Convite, mas o Brasil infelizmente não tem chances nesse critério, uma vez que nosso país deveria ter enviado um ofício demonstrando interesse nesse critério até novembro de 2007, o que não aconteceu.
Ana Flavia acabou injustiçada pelo regulamento de classificação olímpica, que faz o ranking por países e não por atletas. Como nenhuma ciclista brasileira, excessão feita à Ana Flavia, estava bem no ranking, o Brasil terminou apenas em 14º e deixou de fora a 16ª melhor atleta do mundo.

Não intendo o revezamento 4x400m masculino

O atletismo brasileiro vive um momento de melhora em várias provas que nunca foram tradicionais. O salto em altura, o salto em vara, lançamento de dardo, heptatlo, decatlo etc...Mas o revezamento 4x400m masculino é esquecido pela Confederação Brasileira de Atletismo, pela mídia e acho que até mesmo pelos atletas.

O Brasil está em 17º lugar no ranking mundial da prova que classifica os 16 melhores para os Jogos Olímpicos e teve neste final de semana a última chance de melhorar a posição, no campeonato Ibero americano disputado no Chile. E não conseguiu, fazendo a marca de 3min08s45, quando precisava baixar a marca de 3min05s. Essa marca não era tão forte e creio que um pouco mais de empenho dos atletas seria batida e a vaga estaria próxima.

Não vi ninguém da mídia, nem mesmo da Confederação Brasileira de Atletismo falar do revezamento 4x400m desde o Pan do ano passado, quando a equipe ficou em quinto lugar com a marca de 3min05s, que lhe rendeu ao lado do tempo do sul-americano, a décima sétima posição no ranking que soma os dois melhores tempos dos países nos últimos 18 meses. Foi a última vez que o Brasil correu o revezamento.

O Brasil estava entre os classificados até a última lista divulgada pela IAAF, dia 08 de junho, quando o Brasil apareceu uma posição abaixo do último classificado. E ninguém sequer se manifestou sobre isso...Acho que nem os atletas sabiam da possibilidade da vaga olímpica...É estranho de intender.

André Freitas de Melo, Luis Eduardo Ambrosio, Luiz Guilherme Santos de Oliveira e Fernando Pereira de Almeida fizeram parte da equipe que conquistou a prata no Ibero americano. Eles deveriam ter sido lembrados pelos dirigentes que a vaga olímpica estava em jogo, mas ninguém se mexeu e os atletas fizeram um tempo de 3min08s45.
Caso dividirmos esse tempo por quatro, chegamos a 47s por prova dos atletas, já que eles saem lançados quando pegam o bastão e por isso suas parciais são mais rápidas que numa corrida de 400m. 47s é uma marca que os quatro atletas batem em suas provas individuais, como é que não se empenharam na prova do revezamento?

É estranho, faltou alguma coisa da entidade superior do atletismo brasileiro, dos técnicos e dos atletas para caribarem mais quatro vagas na seleção do Brasil. Seria a maior chance destes atletas conseguirem a vaga em Pequim porque o índice B no invidual, 48s95, só foi atingido por Fernando.

A prova tem uma história recente que prova esse descaso de todos. No Pan de 99, o time ficou com a prata batendo o recorde sul-americano da prova com a marca de 2min58s48. Um tempo muito competitivo no mundo e mesmo assim o Brasil não levou o time para Sydney 2000. A medalha de bronze em Sydney ficou com a Jamaica com o tempo de 2min58s78.
Quatro anos depois, o time chegou na final do mundial do Canadá com o melhor tempo da competição, cravando o tempo de três minutos. A medalha só não veio pois houve um erro na passagem de bastão e a equipe foi eliminada.
Dois anos depois, o revezamento sequer disputou o Pan de 2003, competição que obviamente o Brasil tinha índice e nem levou a equipe para o mundial. Será que em 1 ano e meio a equipe caiu tanto para ser desprezada nas equipes das principais competições que o Brasil enviou delegação?

É estranho, muito estranho...Gostaria de intender.

Guilherme ficou longe da vaga para Pequim

Quando ano passado o Brasil conquistou a medalha de bronze no badminton, parecia que o esporte iria começar a tomar um novo rumo no Brasil, com mais divulgação e dinheiro. Porém, não foi o que aconteceu e os atletas brasileiros acabaram se mantendo nas posições no ranking mundial e não conseguiram a primeira vaga olímpica da história do Brasil no badminton.


A Federação Brasileira de Badminton pagou viagens para Guilherme Pardo, o melhor brasileiro no ranking mundial, conseguir pontos no ranking mundial e ficar próximo dos 90 melhores do mundo, que conseguiriam a vaga para Pequim. Porém, o resultado foi desastroso. Em cinco torneios disputados pelo mundo, quatro derrotas na primeira fase e apenas uma vitória, no torneio do Peru, em que caiu logo na segunda rodada.

A prova da falta de apoio do badminton no Brasil foi a frase de Pardo após a medalha de bronze no torneio de duplas dos Jogos Pan-americanos do Rio, ano passado, ao lado de seu xará Guilherme Kumasaka. "Apareci em todas as TVs, os jornais e os sites".
A dupla venceu duas partidas até a derrota para os norte-americanos Howard Bach e Bob Malaythang na semifinal que não estragou a festa brasileira.

Atualmente, o badminton brasileiro tem a seu favor o fato de organizar um torneio de porte mediano internacional anualmente, no mês de outrubro, com sede em São Paulo. Além disso, o país sediou a Thomas cup este ano, a copa do mundo por equipes, em que o país não passou da primeira fase.
O melhor brasileiro no ranking mundial no momento é exatamente Guilherme Pardo, que está na posição de número 136. Lucas Araujo é o segundo melhor, em 273º enquanto Paulo Von Scalo é 292º.

A dupla brasileira Guilherme Pardo e Guilherme Kumasaka está na posição de número 113 e tem o melhor ranking dentre os brasileiros em todas as categorias, incluindo o feminino, que não passa de um 239º lugar de Mariana Arimori.
Espero que no próximo ciclo olímpico o Brasil consiga bons resultados no circuito internacional, principalmente quando joga em casa do torneio de São Paulo, e adquira assim uma posição razoável no ranking para poder brigar por vagas olímpicas

O revezamento que não vai

Dos seis revezamentos da natação dos Jogos Olímpicos de Pequim apenas um não tem mais chances de se classificar, o 4x200m livre feminino, exatamente o único que chegou na final olímpica em Atenas, ficando na sétima posição.

Enquanto os revezamentos masculinos garantiram vaga nas olimpíadas graças aos resultados obtidos no mundial de 2007, os femininos tiveram que fazer tomadas de tempo para conseguir ser um dos quatro melhores tempos do mundo dentre os países que não ficaram entre os 12 melhores do mundial do ano passado.

O 4x100m livre e medley do Brasil tem, hoje, o terceiro melhor tempo dentre os países ainda não classificados e muito provavelmente estarão nadando em Pequim 2008, mesmo com os tempos feitos com Rebeca Gusmão no Pan sendo excluídos da lista( O 4x100m livre não foi melhor que o Pan, 3min43s13 contra 3min42s56).

Já o 4x200m livre só irá para Pequim por um milagre. A seleção é a sétima do ranking dentre os países que não se classificaram e só irá para os Jogos Olímpicos se três seleções desistirem de disputar a prova, o que realmente é muito difícil de acontecer.

Não dá para intender o desempenho apenas razoável da equipe nas seletivas olímpicas. O país que contém quatro nadadoras capazes de nadar na casa dos 2min00 não conseguir fazer um tempo melhor que 8min13s47, feitos quando o Brasil ficou com o bronze nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro ano passado.
No Troféu Maria Lenk, Joanna Maranhão, Tatiana Lemos, Monique Ferreira e Paula Baracho ficaram um centésimo do tempo do Pan mas ainda muito, muito distante dos 8min06s32 da Polônia, atualmente último país classificado.

Nesta seletiva, a tomada de tempo foi feita no último dia pela parte da tarde, o que fez com que as nadadoras nadassem muito cansadas. Tatiana tinha nadado somente naquele dia duas vezes a prova dos 100m livre, ambas com o objetivo da marca olímpica, o que fez com que ela estivesse muito cansada e nadar apenas para 2min04s48.

Joanna Maranhão, que nadou as provas dos 200m e 400m medley 200m costas, 200m borboleta no torneio, nadou mais de 2s acima de seu melhor tempo, o mesmo acontecendo com Monique Ferreira, que ficou quase 3s acima de seu recorde sul-americano, conquistado no início do ano.

O recorde sul-americano da prova foi batido na final olímpica com o tempo de 8min05s47, que poderia ser normalmente repetido com as atletas que o Brasil tem e desta forma a equipe poderia estar em Pequim. Monique poderia nadar na casa dos 2min00s, assim como a versátil Joanna e a veloz Tatiana Lemos. Apenas Paula Baracho não tem tempos tão bons, mas se nadasse com 2min01s, o país poderia fazer os 8min06s que a classficaria para Pequim.

Esta prova pode servir de exemplo para o Brasil que possivelmente conseguirá uma final olímpica em um dos revezamentos femininos em Pequim. Caso chegue lá, não pode acontecer o mesmo que aconteceu com o 4x200m e a equipe estagnar, não conseguindo nunca mais nadar perto do tempo feito nas olimpíadas. Tem de haver continuidade!

Vacilo na luta do Brasil

Os pré olímpicos de luta masculina, tanto greco romana quanto livre, terminaram e o Brasil terminou sem nenhuma vaga olímpica. Apenas Rosângela Conceição, no feminino, garantiu vaga para o país pelos pré olímpicos. Desta forma, o Brasil aguarda que o ranking mundial dê a vaga para Antoine Jauode, na luta livre até 96kg, assim como aconteceu há quatro anos.


O principal vacilo da seleção brasileira de luta foi não ter levado todos os atletas para o mundial de Baku, ano passado. Claro que nenhum dos atletas que iriam conseguiriam a vaga direta pelo torneio, que colocava os cinco melhores automaticamente em Pequim, mas isso atrapalhou as pretenções brasileiras.

No pré olímpico continental, disputado em fevereiro deste ano, apenas o campeão se classificava para Pequim. Porém, com forças como EUA E Cuba no torneio, em muitas categorias o campeão já tinah se classificado pelo mundial, então o vice campeão iria para Pequim. E o Brasil teria conseguido duas vagas olímpicas, com Rodrigo Artilheiro, na greco romana até 120lg, e Antoine Jauade, na luta livre 120kg. Porém, estes dois não foram a Baku e, pelas regras da confederação internacional de lutas, os atletas herdeiros de vagas no pan-americanos só se classificariam para Pequim se tivesse lutado no mundial. Azar do Brasil. Vacilo da confederação. Agora é esperar.

Nos pré olímpicos mundiais, ocorreram dois de luta livre e dois de greco romana, sucessivas derrotas tiraram qualquer chance de classificação dos brasileiros. Antoine conseguiu uma vitória em cada pré olímpico mas mesmo assim ficou distanteda vaga.

Porém, nem tudo são lágrimas. Estes torneios pré olímpicos mostraram a evolução de muitos lutadores brasileiros, que conseguiram disputar combates de igual para igual com os europeus. Exemplo disso Vinícius Pedrosa. Pedrosa fez um lutão contra o Italiano no pré olímpico de luta livre, venceu bem o primeiro round, com um ataque de pernas. No segundo, ia vencendo mas foi pego de surpresa no final do round. No terceiro Pedrosa se mostrou agressivo e melhor fisicamente que seu adversário, vencendo com ataques de perna muito rápidos. Caiu na segunda rodada, mas foi muito elogiado.
Calasans (74kg da livre) teve um combate muito difícil em seu primeiro compromisso, mas levou para os pontos (5x0 e 4x0) a luta contra o atleta do Kirgkistão que já foi vice-campeão Olímpico pela Rússia.

Adrian Jaoude (84kg) fez dois lutaços no segundo pré olímpico. A primeira contra o vice-campeão Mundial, e ex-campeão Europeu, representante da Ucrânia, perdeu os dois rounds mas lutou duramente e mostrou que tem nível para disputar com qualquer atleta top. Foi puxado de volta pelo UKR, que ganhou a chave para lutar a repescagem contra o representante da Eslovaquia e após vencer o primeiro round, liderar até os momentos finais do segundo round. Acabou cedendo o empate em 3 a 3 (com maior pontuação para o SVK). No terceiro round perdeu por 4 a 1. Lutou muito e mostrou que a equipe brasileira enfim está chegando nas grandes equipes mundiais.

A luta greco romana ainda engatinha, mesmo depois de uma prata e um bronze nos Jogos Pan-americanos do Rio. Poucos brasileiros saíram vitoriosos mas estão cada vez menos distantes dos europeus. Mas ainda muito longe...

Quem sabe para Londres não classificamos algum atleta na greco romana e uns três na livre? Se fizermos um ciclo olímpico com intercâmbios e algumas vitórias em mundiais aumentaremos o nível nacional de um esporte que entrega 18 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos mas que o Brasil só leva um ou outro atleta.

A nova geração da natação brasileira

A elite da natação no Brasil ainda é jovem. Cesar Cielo, esperança nas provas de velocidade, tem 21 anos, mesma idade de Thiago Pereira e três a mais que Káio Márcio. Porém, a nova geração que está chegando parece ser ainda mais promissora, e isso deverá ser comprovado no mundial junior a ser disputado no mês de julho, em Monterrey.


O principal nome da equipe será Lucas Kanieski. Conquistou a medalha de ouro nos 1500m livre na Copa Latina de San Marino, com o melhor tempo do ranking nacional absoluto e com novo recorde de campeonato. Seu tempo de 15min28s61 foi o melhor da natação brasileira nos últimos anos. E o melhor, ele ainda tem apenas 18 anos de idade.

Lucas fez o índice B olímpico para a prova dos 1500m livre mas não irá entregar a delegação pelo fato da CBDA(Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) levar atletas apenas com índice A para os Jogos Olímpicos.
Lucas ainda nada as provas de 400m livre e os 800m, prova não olímpica. Está última tem o recorde brasileiro mais antigo da natação, de Djan Madruga, do ano de 1979, quando ele conseguiu baixar de 8 minutos a prova. Hoje em dia, o melhor tempo de Lucas é 8min10s36.
Nos 400m livre, foi quarto no Troféu Maria Lenk marcando o tempo de 3min58s15.

Em 2012, ele terá 22 anos, idade perfeita para um atleta de ponta. Talvez tenha sido bom ele não ter conquistado a vaga para Pequim pois não sofrerá tanta pressão e poderá fazer um ciclo olímpico bom para chegar em Londres com chances de bom resultado. Kaio Márcio e Thaigo Pereira disputaram com 19 e 17 anos suas primeiras olimpíadas, foram muito cobrados, e apesar de nadarem bem, ficaram abaixo da expectativa da imprensa brasileira.

Esgrimistas fora de Pequim

A esgrima brasileira conseguiu duas vagas olímpicas, uma a mais que em Sydney 2000 e uma a menos que os Jogos de Atenas 2004. João Souza e Renzo Agresta conseguiram a vaga pelo pré olímpico das Américas e pelo ranking mundial respectivamente. Para ver as chances dele em Pequim clique AQUI.


A esgrima feminina, que conseguiu duas vagas olímpicas em Atenas 2004, ficou de fora. Depois da festa pelo bronze conquistado por Clarisse Meneses na espada do Pan do Rio, a seleção não chegou nem perto das vagas destinadas para o continente em Pequim.

Na espada, Clarisse ficou com a décima posição no pré olímpico do México que dava vaga apenas para a campeã. No ranking mundial, ela se encotra na 341ª posição e ficou distante de ser uma das duas melhores do continente para conseguir a vaga olímpica.No sabre, Karina Lakerbai também ficou distante da vaga, na sétima posição no pré olímpico e em 290º no ranking mundial.No florete, Tais Rochel ficou mais perto da vaga, ficando na quarta posição do pré olímpico americano. A atleta de 24 anos tem oito pontos no ranking mundial e está na posição de número 135.

Em Atenas, duas brasileiras disputaram a esgrima. A jovem Élora Pattaro, que no Pan de 2003 tinha ficado muito perto da medalha, caiu na primeira rodada do sabre. Ela, prata no mundial cadete de 2003, abandonou o esporte no ano de 2006 aos 18 anos alegando falta de vontade de treinar. "Todos ficaram chocados. Quando voltei das Olimpíadas, tive tempo para pensar no que estava fazendo e no que eu queria mesmo fazer. Antes, estava mergulhada de cabeça, totalmente envolvida com a competição, não fazia outra coisa".A outra brasileira em Atenas foi Maria Júlia Herklotz, que também caiu na primeira rodada.

Dentre os homens, Athos Schwantes ficou bem perto da classificação. Na disputa da espada, ele ficou em terceiro lugar. A única vaga da categoria em Pequim acabou nas mãos do chileno Paris Inostroza.

Um dos integrantes era o seu irmão, Ivan Schwantes. Até que na semana antecedente à estréia no Pan do Rio, Athos atingiu o irmão, que teve perfuração no pulmão e foi cortado. Mesmo sem gravidade para a saúde do irmão, o incidente abalou Athos durante sua participação nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, e ele foi eliminado ainda nas oitavas-de-final na prova individual da espada. Na disputa por equipe, ele, Patrício Runnacles e Fernando Linschoten terminaram na 8ª e última colocação.

A esgrima brasileira segue estagnada e o resultado de três bronze nos Jogos Pan-americanos do Rio ano passado não parece ter alavancado o esporte. Precisamos de maior estrutura e de uma maior divulgação do esporte. Esses foram os problemas que fez com que o esporte brasileiro perdesse uma das maiores revelações da história, Élora Patarro.

Yamaguchi tem muito pela frente ainda

O boxeador Yamaguchi Falcão, da categoria até 75kg, não conseguiu a vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim mas ele com certeza é uma grande promessa de bons resultados para os próximos anos.


No primeiro pré olímpico, apesar da derrota para o cubano Emilio Correa , o brasileiro foi considerado pelas delegações estrangeiras um dos melhores pesos médios da competição. Corajoso e jogando um boxe de primeira qualidade, Yamaguchi gerou uma contagem protetora no cubano Correa, favorito na categoria, e fez um combate equivalente ao antilhano. Muitos davam como provavel a classificação do brasileiro no 2º Pré-Olímpico, mas não aconteceu.


Na Guatemala, ele parou nas semi finais diante do americano Shawn Estrada por 12x7 e o sonho olímpico ficou para Londres.

Aos 20 anos, ele ainda não pensa em de profissionalizar e quer tentar daqui a quatro anos chegar aos Jogos Olímpicos. Realmente, deu azar nas chaves dos pré olímpicos, enfrentando um cubano na primeira rodada em Trinidad Tobago e depois pegar um americano nas semi finais.

Mas, o boxe olímpico é assim...e aos 24 anos em Londres tentará a vaga.

Pólo aquático de novo fora

Seguindo as postagens diárias sobre atletas e/ou equipes que não conseguiram vaga para o Brasil nos Jogos Olímpicos, vamos falar do pólo aquático, que não viaja para as olimpíadas desde os Jogos de Los Angeles 1984.

Os homens do Brasil estão mais distantes da realidade do polo aquático mundial do que as mulheres, entretanto os resultados continentais do Brasil no masculino são bem melhores do que no feminino. As mulheres ficaram em décimo lugar no mundial de 2007 mas ficaram fora do pódio no Pan enquanto os homens sequer disputaram o mundial do ano passado mas foram, no Rio de Janeiro, pela segunda vez seguida vice campeões pan-americanos.

A vaga nos Jogos Olímpicos poderia vir com o título no torneio pré olímpico continental, que foi os Jogos Pan-americanos do Rio, em julho do ano passado. Os homens, que têm nas olimpíadas 12 equipes, teriam tido a primeira chance no mundial de 2007, caso tivesse conquistado a classificação, em que os três primeiros colocados estariam automaticamente em Pequim. As mulheres só teriam a chance no Pan e no pré olímpico mundial, disputado em março deste ano, tanto para homens quanto para as mulheres. O Brasil não conseguiu nenhuma das 12 vagas entre os homens e das oito entre as mulheres.

O pólo aquático feminino começou a aparecer no cenário depois do bronze conquistado nos Jogos pan-americanos de 1999, na primeira aparição das mulheres no programa do Pan.
No mundial de 2003, disputado as vésperas do Pan de Santo Domingo em que o Brasil ficou novamente com o bronze, a seleção terminou na 12ª posição dentre as 16 equipes.Em 2005, o Brasil caiu uma posição e ficou na 13ª posição.
No ano de 2007, o Brasil fez um mundial muito bom. Ficou na décima posição depois de derrotar a forte equipe da Nova Zelândia. Mas, meses depois, sentiram a pressão de jogar em casa e acabaram apenas na quarta posição no Pan, perdendo para Cuba por um gol de diferença, de virada, na disputa pelo bronze. Muito pouco para quem queria bater a equipe canadense( e quase conseguiu por sinal, perdendo por 6x5 nas semi finais). O Canadá ficou em sexto no último mundial.
No pré olímpico mundial no início deste ano, a equipe ficou muito distante da vaga. O time ficou apenas na décima primeira posição dentre as 12 equipes que disputaram o torneio, muito distante dos três primeiros colocados que conseguiriam a vaga. O time, inclusive, perdeu novamente para as cubanas, rivais na derrota pelo bronze no Pan.

Os homens, de tantas participações olímpicas e medalhas pan-americanas, sequer se classificaram ao mundial da categoria. No pré mundial, disputado no Rio em 2006, a seleção ficou com o bronze, atrás de Canadá e EUA, e ficou sem nenhuma das vagas destinadas ao continente para o torneio de 2007. O time, que conseguiu vencer o Canadá nos últimos dois pan-americanos nas semi finais, perdeu para os rivais por 10x4.
As medalhas de prata nos últimos dois Pans foram os resultados que deixaram o Brasil mais perto dos jogos Olímpicos. Apenas o campeão das Américas se credencia pelo torneio continental à disputar os Jogos Olímpicos, e o time brasileiro sucumbiu diante dos americanos duas vezes sem ter grande resistência. Em 2003, derrota por 13x7 e em 2007 por 9x2. Porém, as pratas valeram ouro, já que o grande objetivo era vencer o Canadá, um adversário à altura do Brasil.

O time, que foi décimo quarto no mundial de 2005, não conseguiu a vaga olímpica pelo pré olímpico mundial, última chance de classificação. A equipe ficou na nona posição,distante das quatro vagas que o torneio destribuiu. O Brasil perdeu para Grécia, Romênia e Russia sem ter muita resistência, o que prova ainda a grande distância dos nossos jogadores para os europeus. Mas, o que mais doeu neste torneio, foi ver os canadenses conquistarem a quarta vaga do torneio e irem para Pequim. E o pior. Com o mesmo time que disputou o Pan e foi derrotado pelo Brasil por 10x6 nas semi finais.

O polo aquático é o menos lembrado pela CBDA(Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e é o pior, em termos de resultados, dentre os dirigidos pela entidade, que manda na natação, saltos ornamentais, nado sincronizado e Maratonas Aquáticas. Deve ter maior investimento pela confederação, para colocar o esporte novamente no trilho das vitórias, que rescentemente só vem acontecendo nos sul-americanos, torneios que tantos os homens quanto as mulheres não perdem há anos.

Para ver os favoritos em Pequim no pólo aquático clique AQUI

Dois veteranos de fora

Quando se trata de canoagem e tenis de mesa no Brasil não tem como não lembrar os nomes de Hugo Hoyama e Sebastian Cuattrin. Multimedalhistas pan-americanos e com quatro participações olímpicas nas costas, os dois atletas que tem as melhores colocações olímpicas de seus respectivos esportes estão de fora das disputas dos Jogos Olímpicos de Atenas. O caso mais grave é de Cuatrin, já que Hugo ainda pode ser convocado para ser o terceiro homem do torneio por equipes.


O nome de Cuattrin se confunde com a própria da história da canoagem no Brasil. Argentino de nascença, disputou cinco pan-americanos e levou ao todo 11 medalhas, a primeira dourada vindo do k-4 1000m nos Jogos do Rio ano passado. Em Jogos Olímpicos, foi o primeiro brasileiro a se classificar para integrar a delegação brasileira, em 1992, e em Atlanta- 1996 chegou à final olímpica, ficando em nono no k-1.Em termos mundiais, nunca ficou perto de grandes conquistas, tendo como único pódio a prata numa etapa da Copa do Mundo em 1998.
Depois de participações apenas regulares em 2000 e 2004, Sebastian perdeu sua última chance de participar dos Jogos Olímpicos de Pequim ao não conseguir a classificação nas provas do k-2 500m e k-2 1000m no pan-americano do Canadá, disputado neste último final de semana.
Talvez seja o fim de uma era. Há alguns anos ele já não remava os barcos individuais, mas resolveu no Pan do ano passado entrar no k-1 1000m e, de forma brilhante, chegou à medalha de prata.
Aos 34 anos, depois do Pan do Rio, disse que não pararia de remar tão cedo. Mas talvez não contasse com essa falha na tentativa de vaga olímpica.
“A canoagem sempre me trouxe muita felicidade. Fiz grandes amigos e tive muitas conquistas. Estou parando de competior em eventos internacionais, mas continuarei sempre em contato com o esporte que tanto amo”, declarou o canoísta.
Como ele mesmo disse, muitos atletas da canoagem chegam ao auge depois dos 35 anos. Vamos torcer. Esse fenomenal atleta não pode deixar o esporte que, apesar de recorde de medalhas em pan-americanos(seis no Rio ano passado) continua engatinhando no Brasil.


O caso de Hugo Hoyama é parecido. É multimedalhista pan-americano, possui nove ouro e um total de 17 pódios. Nas olimpíadas, estreou em Barcelona mas se destacou mesmo em Atlanta, quando surpreendeu à todos ao ficar na nona posição em simples. Depois, em 2000 ganhou dois jogos e passou os Jogos de Atenas 2004 em branco, sem vitórias.
O maior drama do maior mesa tenista brasileiro da história veio em 1996, as vésperas de Atlanta, quando se companheiro, amigo e grande adversário Claudio Kano morreu em um acidente de moto e deixou Hugo "orfão" na dupla que poderia ter sucesso em Atlanta.

Suas chances de se classificar para o torneio individual de Pequim acabaram. No pré olímpico continental, não conseguiu vaga, ficando como primeiro reserva da América Latina para pequim. Neste pré olímpico, ajudou a seleção a garantir vaga no torneio por equipes.
Sua segunda chance veio no pré olímpico mundial que distribuia apenas três vagas. Caiu na segunda fase e pela primeira vez desde 1988 a chave individual das olimpíadas não terá Hugo Hoyama. Por equipes, ele espera a convocação para ser o terceiro homem, já que Thiago Monteiro e Gustavo Tsuboi já se classificaram.

Hoyama se despediu do Pan do Rio como herói, com ouro por equipes e bronze no individual. Disse que abandonaria o tenis de mesa depois de Pequim ,mas já repensou salientando que pode voltar a disputar um Pan-americano em 2011. DALHE HUGO!
A diferença é que no tenis de mesa houve renovação e Thiago Monteiro, que joga na França, está cada vez mais próximo dos 50 melhores do mundo. Já na canoagem, Edson Isaías, bronze no pan no k-1 500m, ainda não tem o mesmo nível de Cuattrin e o Brasil ficou sem vagas nas provas de caiaque, apenas na canoa.

Ciclismo pista novamente fora dos Jogos

O ciclismo pista segue como a pior dos eixos do ciclismo para o Brasil. Enquanto o montain bike conseguiu medalha no Pan e vaga nas olimpíadas e o estrada vive uma constante evolução com diversos brasileiros na Europa, as competições dentro dos velódromos continuam defasadas no Brasil.


A seleção teria a última chance de classificação no mundial que ocorreu no último mês de março, mas sequer viajou para disputar o torneio, ficando assim de fora dos Jogos Olímpicos pela terceira vez consecutiva.

De acordo com a União Ciclística Internacional (UCI), era necessário que o Brasil disputasse ao menos uma das quatro etapas da Copa do Mundo de Pista para alcançar uma vaga para o Mundial de Manchester (ING), que teve início nesta quarta-feira, 26 de março e que vai até o domingo, dia 30. A competição decidirá as vagas olímpicas.

A maior conquista do esporte foi a construção do velódromo que abrigou as provas de pista e de patinação, o segundo da América do Sul com piso de madeira e coberto. Da delegação da equipe de velocidade, apenas um brasileiro havia competido em uma arena do tipo - o veterano Hernandes Quadri Jr., no Mundial da Suíça, de 2003. Os outros só haviam pedalado em pistas de concreto e a céu aberto.

No Pan, o ciclismo pista foi uma das seis modalidades em que o Brasil não ganhou medalhas. A melhor posição foi a quarta obtida por Davi Romeo no Keirin. Apesar de superar o norte-americano Andy Lakatosh, terceiro colocado na prova de velocidade individual, e Canelon Hersony, vice-campeão da velocidade por equipe com o time venezuelano, Romeo ficou atrás do colombiano Leonardo Narvaez Romero, medalhista de ouro, do canadense Cam Mackinnon, prata, e do argentino Leandro Botasso, bronze. Aos 22 anos, Romeo é esperança para que o Brasil volte ao cenário do ciclismo mundial. Principalmente pelo fato de Davi Romeo ser filho do técnico da seleção de pista, Adir Romeo. E neto de um dono de lojas de bicicleta. O irmão de seu avô também é do ramo. Quer dizer, o curitibano nasceu rodeado pelo mundo do ciclismo.

Mas como quer que o ciclismo fique popular no Brasil se não há competições? O velódromo erguido para as disputas do Pan só recebeu uma outra competição oito meses depois. Segundo a presidente da Federação Carioca de Ciclismo, Ieda Botelho, o problema se deve ao fato de que os cariocas ainda não estão acostumados a competir na pista.

Como em todos os esportes, torço para o Brasil ter sucesso. Porém, sem campeonatos não tem como o esporte ser divulgado. Sem divulgação não tem patrocínio e sem esse dinheiro fica difícil organizar campeonatos. Por que não tentar trazer um evento internacional para o Rio de Janeiro? Nem que seja um sul-americano...Nossos vizinhos estão anos luz À frente no quesito resultado e infra-estrutura. Isso poderia ser aproveitado pelos brasileiros

Que pena.

Campeão do Pan não se classifica

O Boxe brasileiro foi para os pré olímpicos continentais buscando, no mínimo, seis vagas e atingiu o objetivo com garantia de boxeadores brasileiros em seis categorias: Até 48kg(Paulo Carvalho) até 51kg( Robson Vieira) até 57lg( Robenílson de Jesus) , até 60kg(Everton Lopez) até 64kg (Myke Carvalho) e até 81kg( Wahngton Silva). Porém, o campeão pan-americano atpe 69kg Pedro Lima acabou de fora de Pequim depois de desperdiçar duas três chances de conseguir a qualificação.

Sua primeira chance veio no mundial de Chicago, ano passado. Ele precisava ficar entre os oito quadrifinalistas do torneio para garantir automaticamente a vaga olímpica. O já campeão pan-americano conseguiu duas vitórias e ficou apenas um triunfo de Pequim. Na estréia, venceu o quirguiz Ergazy Murzakarimov por 21x9.O Quirguistão, como a maior parte dos países do leste europeu, obteve uma forte evolução no boxe nos últimos 10 anos e seus atletas comparecem em todos os torneios internacionais como candidatos à conquista de medalhas.

Nas 16ª de finais, bateu o polonês Michal Starbala por 12x8 e se credenciou para as oitavas de finais, quando enfrentou Sarserbayev, do Cazaquistão e caiu por 23x11. O interessante é que o campeão mundial foi o americano Demtrius Andrade, o mesmo batido por Peu na final do Pan numa emocionante luta vencida por 6x5 pelo brasileiro.

Passado o mundial, em que suas chances eram as mais diminutas, veio o pré olímpico de Trinidad Tobago. Depois de duas boas vitórias, caiu diante do atleta das Ilhas Virgens John Jackson, por 19x10. Jackson caiu na primeira rodada do Pan diante de Demetrius Andrado, que foi batido por Lima na final do Pan.

Sua última chance deveria ser a mais fácil. Sem a presença de atletas das Américas classificados pelo mundial e no primeiro torneio continental, a vaga parecia nas mãos de Pedro Lima, que venceu a primeira luta no torneio. Porém, surpreendeu o Brasil ao cair na segunda luta. Pedro Lima protagonizou grande surpresa ao ser superado pelo boxeador das Bahamas Taurino Jhonson. O brasileiro não resistiu à velocidade do adversário e foi superado por 10 a 6, em duelo válido pelas quartas-de-final do torneio. Taurini caiu na primeira fase do Pan do ano passado diante do argentino Diego Chaves , que terminou com o bronze no torneio.

Chorando em entrevista à ESPN Brasil após a luta, ele estava acabado, mas lembrou inúmeras vezes que Londres está aí. E ainda apareceu na reportagem de dois dias depois comemorando a classificação dos outros pugilistas do Brasil.
Parece estar superando o trauma e treinando para o restante deste ano e, principalmente, para o mundial do ano que vem!

Força Peu!

Foi a última chance do beisibol e do softbol

O beisibol e o softbol(Versão do beisibol para mulheres) sairão do programa dos Jogos Olímpicos a partir de Londres 2012 e por isso as seleções masculina e feminina tiveram a última chance de se qualificar para uma olimpíada, mas ficaram muito distantes do êxito.


O beisibol é um esporte emergente no país. A seleção teve o auge no ano de 2003, quando conseguiu um quinto lugar nos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo, obtendo vitórias contra seleções consideradas mais fortes e tradicionais como República Dominicana e Panamá, atingindo assim a última vaga do continente para o mundial.
No mesmo ano, no mundial, a seleção teve uma participação empolgante, terminando na sétima posição e ficando muito perto de derrotar os poderosos cubanos nas quartas de finais. Estávamos vencendo até a última entrada, quando levamos duas corridas e caímos diante dos favoritos.

No pré olímpico do mesmo ano, o Brasil decepcionou. No Panamá, o Brasil perdeu da Colômbia, foi humilhado pelo time da casa (11 a 1) e deixou a competição com apenas uma vitória -sobre a Nicarágua, antes de ser derrotado pelos cubanos. Ficou fora de Atenas.

A campanha para Pequim foi menos empolgante. O beisibol perdeu visibilidade no país(já tinha pouca) e a seleção não rendeu bem. No pré olímpico continental, disputado em 2006, a seleção venceu apenas uma partida, contra a Venezuela, e ficou sem chances de disputar as olímpiadas.
No Pan, uma enorme confusão com o local de disputas, a Cidade do Rock, mostrou o descaso das autoridades com a modalidade. A situação do campo estava tão precária que não teve torneio de consolação por conta das chuvas e da falta de iluminação. A seleção venceu a Nicarágua por 1x0 e foi derrotado pelos dominicanos por 14x2 e pelos americanos por 7x4.

Se o beisibol já era muito pouco citado na mídia quando era esporte olímpico imagina agora sem participar no único evento em que a mídia brasileira abre os olhos para os esportes "amadores".
Podemos dizer que a exclusão do beisibol foi justa.Nos Jogos de Atenas 2004, os estádios de beisebol ficaram vazios e foi escassa a divulgação da modalidade, mas os conflitos com as poderosas ligas norte-americanas estimularam o processo de exclusão. Nas Olimpíadas de Barcelona 1992, primeira edição que contou com o beisebol, a partir da qual apenas Cuba e os Estados Unidos conseguiram títulos olímpicos.

O Softbol brasileiro é menos divulgado que o beisibol. Disputado só pelas mulheres, o esporte sequer mandou delegação para o pré olímpico das Américas, disputado em agosto de 2005 no qual o Brasil não passou da primeira fase.

Dois anos depois, no Rio, a seleção disputou os Jogos Pan-americanos, competição na qual sonhava com o bronze. Terminou apenas na sétima posição, vencendo um jogo, contra Porto Rico, e perdendo para Canadá, Cuba e EUA.
O futuro do esporte brasileiro, apesar de não ser olímpico, parece em boas mãos. A seleção é atual campeã sul-americana sub-20, posição melhor do que a terceira obtida pela equipe adulta nos Jogos sul-americanos de 2006.
É esperar para ver. Ao menos, um consolo para o Brasil em Pequim.A paulista Mika Someya foi convocada para defender a equipe japonesa de softbol feminino na Olimpíada.

Talvez esses esportes não mereçam voltar ao quadro olímpico. Não por demérito próprio mas sim por outros esportes, como Karatê, futsal, squash serem mais empolgantes e democráticos perante ao mundo.
Mas, não podemos esquecer destes esportes nos próximos anos, acompanhando mundiais, pan-americanos etc...

Atletas com índices mas sem vaga

As eliminatórias do 100m peito do Troféu Maria Lenk semana passada foram, provavelmente, as provas de maior nível técnico da história da natação nacional.

Apenas Henrique Barbosa possuia o índice olímpico até o início da competição. Ele tinha o recorde sul-americano da prova com 1min01s44, feitos no campeonato sul-americano de Desportes Aquáticos, no Pinheiros, em março.

Henrique, Eduardo Fischer e Felipe França, do Pinheiros, e Felipe Lima, da Unisanta, nadaram abaixo do 1min01s70, marca estipulada pela FINA para nadar a prova em Pequim.

Na segunda série, Fischer marcou 1m01s49 e mal teve tempo de comemorar, pois na bateria seguinte Felipe Lima baixaria o tempo sul-americano de Henrique para 1m01s21. Sua vibração também foi breve já que na quarta e última série, Henrique na raia quatro e Felipe França, na cinco, cravaram respectivamente 1m00s77 e 1m01s17.

Dos quatro peitistas brasileiros, apenas França não nadou com o maiô revolucionário que tem trazido tanta discussão na natação mundial.
Eduardo Fischer e Felipe Lima são os primeiros nadadores da história do Brasil ao ficar de fora de uma olimpíada tendo alcançado o índice A da FINA.
Caso existisse um revezamento 4x100m peito, o Brasil seria medalha de ouro. É ó único país, por enquanto, que fez quatro índices olímpicos na prova, segundo o site da FINA.

Fischer tentava classificação para sua terceira olimpíada. Seu melhor resultado foi a semi final dos 100m peito nos Jogos Olímpicos de Atenas e na mesma edição, ficou na 15ª posição no revezamento 4x100m medley. Ele é o único peitista brasileiro com medalha em mundiais, com o bronze no de piscina curta de 2002, em Moscou e tem no currículo duas medalhas pan-americanas, bronze nos 100m peito e prata no 4x100m medley em Santo Domingo 2003.

Vinha de sucessivas lesões nos últimos anos e conseguiu o índice olímpico depois de ficar fora da seleção brasileira nos últimos grandes torneios, inclusive o Pan-americano do Rio.

Torço para que ele continue na natação pois por muitos anos levou o nado peito "nas costas"( com o perdão do trocadilho).


Já Felipe Lima, aos 23 anos, não pode baixar a cabeça pois tem um grande tempo nos 100m peito e tem tudo para fazer um ciclo olímpico brilhante, com finais em mundiais e medalhas pan-americanas. Tem o recorde sul-americano dos 50m peito com 27s58 obtido no Troféu Maria Lenk, tempo distante apenas quatro décimos do recorde mundial.

Se melhorar a virada, pode se tornar um dos grandes nadadores do mundo para o mundial de 2009.

Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima!

Gustavo não ficou Calado

Com o perdão do trocadilho, Gustavo Calado ficou perto dos Jogos Olímpicos de Pequim na prova dos 200m borboleta, mas acabou sem o índice na prova em que Kaio Márcio de Almeida tem chances reais de medalha em Pequim. Ele é a estrela da coluna sobre quem não se classificou para Pequim, que é diária e exalta aqueles que, apesar de não conseguirem vaga nas olimpíadas, são grandes heróis esportivos.


Gustavo Calado, que mora e treina nos EUA, disputou torneios esse ano com resultados "apenas" razoáveis, e chegou ao Troféu Maria Lenk sem muitas expectativas de índice. Gustavo é versátil, nada as provas de nado livre, borboleta, costas e medley.

Nos EUA, ele nadou 2min01s nos 200m borboleta. Chegou no Troféu Maria Lenk e ficou com a medalha de bronze na prova mais forte da história dos 200m borboleta no Brasil. Com parciais de 26:39, 56:57, 1:27:06 e tempo final 1:58:10, ele ficou 0s43 do índice olímpico A da prova e ficou de fora da delegação. Das eliminatórias, ele melhorou mais de meio segundo.


Outro que bateu na trave no Troféu Maria Lenk foi André Schultz. Outro atleta versátil, nadou para muito perto do índice nos 200m medley e nos 200m costas.

Nos quatro estilos, ele fez, nas eliminatórias, a marca de 2min02s52, a 1s12 do índice olímpico. Ficou bem mais distante do que na prova dos costas. Ninguém entendeu ainda sua péssima saída na prova em que ficou a apenas 0s18 das olimpíadas.

André Schultz saiu decidido para o índice olímpico e esteve na sua mão por quase que 90% da prova. Saiu forte nos 50 27:07, nos 100 57:77, e só perderia se fizesse mais de 31:70 nos últimos 50 metros. E fez! O índice olímpico ficou a 18 centésimos de Schultz que terminou em 2º com 1:59:90. No dia anterior, tinha nadado para 2min00s08, melhorando quase três segundos seu melhor tempo.
Resta aos dois voltarem para os EUA e intensificarem seus treinamentos para o mundial do ano que vem, que é a próxima competição importante do calendário mundial. Volto a repetir que as olimpíadas são o evento mais importante do mundo, mas não o único. Existe diversas competições em que eles podem, e devem, melhorar suas marcas.

Segundos em horas

Em mais uma das séries de reportagens sobre quem não se classificou para Pequim, vamos contar a íncrivel forma com que os brasileiros Cláudio Santos e Cisiane Lopez ficaram de fora dos Jogos Olímpicos de Pequim.


Ambos já tinham o índice B para Pequim, mas como Sérgio Galdino e Tânia Spindler tinham marcas melhores, eles estavam fora da equipe de marcha atlética do Brasil, que só poderia levar um atleta com índice B para os Jogos. No caso de alcançado o índice A, poderiam ser três em cada prova.

Na Copa do Mundo de Marcha, no último fim de semana, os líderes do ranking brasileiro Sérgio Galdino, nos 50km masculino, e Tânia Spindler, nos 20km feminino, conseguiram o índice A com os tempos de 3min58s30 e 1h33s23 respectivamente, chegando na 26ª e 24ª posições respectivamente, com os recordes brasileiros nas duas provas.
Logo atrás, chegaram Cláudio e Cisiane. Acompanhei a prova pela internet no domingo de manhã, e a página era atualizada a cada 5km de prova. Os brasileiros andaram junto com seus compatriotas durante toda a prova, perdendo segundos preciosos apenas no final da corrida.

Cláudio fez o melhor tempo da sua vida ao fechar os 50km em 31º lugar com 4h00min24s, apenas 24s do índice A olímpico. VINTE E QUATRO segundos da vagas nas olimpíadas, numa prova de 4hs. Íncrivel. Mas Cláudio terá de superar o contra tempo e se preparar para outras provas ainda este ano. Afinal, olimpíada é o principal torneio do mundo, mas não é o único objetivo. Aos 30 anos de idade, ele ainda tem outro ciclo olímpico, com corridas importantes e campeonatos mundiais.

Cisiane correu a prova inteira ao lado de Tânia. Somente no final, Spindler abriu uma pequena vantagem, o insuficiente para que uma atleta entrasse no meio das duas brasileiras. Foram 21s que separaram as atletas e apenas 14s que deixaram a atleta de 24 anos sem a vaga em Pequim. CATORZE segundos em uma prova de uma hora e meia. Outro pecado que deixou um atleta fora de Pequim.
Que Pena.
Porém, Cisiane ainda pode conquistar o índice, se melhorar esses 14 segundos até o dia 20 de julho. Cláudio não tem mais chances

Vamos acompanhar o desempenho dos quase olímpicos para que no próximo ciclo olímpico eles consigam a vaga. Mas, vale lembrar que olimpíadas não são tudo. Eles terão muitas competições importantes neste meio tempo e, como estão evoluindo cada vez mais, devem continuar se destacando no cenário não apenas nacional como mundial.

Ouro no Pan, Diogo não estará em Pequim

Continuando a série de especiais sobre quem não conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos de Pequim, hoje lembraremos de Diogo Silva, do tawekondo.


Nas olimpíadas de Atenas, o esporte que mais surpreendeu em termos de resultados para o Brasil, foi o tawekondo que ficou com dois quartos lugares. Um deles foi de Diogo Silva, que teve três vítórias nos Jogos Olímpicos e acabou perdendo a medalha para o atleta da Coréia do Sul, numa luta que ele teve pontos não anotados pelos árbitros. A derrota foi de 12x7.


Na luta, ele entrou com uma luva preta dos Black Panthers (Panteras Negras, movimento de militantes negros norte-americanos no final da década de 60), que o juiz o fez tirar. O objetivo era protestar contra a falta de apoio do esporte no país."É uma luva dos Black Panthers, um sinal de protesto, da indignação. Por mais que a gente batalhe, nosso sacrifício não é recompensado. Foi meu protesto para que o Brasil veja a dificuldade que o esporte amador enfrenta. A gente merecia mais apoio do governo e dos empresários", desabafou o lutador.

Ele havia conseguido a medalha de bronze no mundial de Junior em 1998 e também nos Jogos Pan-americanos de 2003, em Santo Domingo. Diogo esteve a uma luta da final do Pan, quando foi derrotado pelo cubano Yosvani Perez em um confronto emocionante. Durante a luta, o brasileiro levou um chute no rosto que lhe abriu o supercílio e, sangrando, não conseguiu evitar que o cubano vencesse por 3 a 2.

No pan do Rio, ano passado, ele conseguiu a primeira medalha de ouro do Brasil no evento, no segundo dia de competições. Ele venceu o peruano Peter Lopez na final e emocionou o país no lugar mais alto do pódio.
Sempre polêmico, Diogo criticou a política da confederação brasileira e o baixo salário recebido, e sempre atrasado, pelos atletas.

No pré olímpico das Américas que distribuiu três vagas aos lutadores na categoria deDiogo, ele caiu na primeira rodada justamente contra o peruano que havia vencido na final do Pan.

Diogo pretende em 2008 dar maior atenção à exploração da imagem, participando de palestras e propagandas. Porém, sequer passa por sua cabeça deixar o taekwondo de lado. Apesar de ter apenas 25 anos, ele pretende estender a carreira no máximo até a Olimpíada de Londres em 2012.
Enquanto não estiver em ação, o lutador promete dar continuidade a sua batalha particular. "Assumi um compromisso comigo mesmo de só deixar o esporte quando mudar o gerenciamento do taekwondo", afirma Diogo, que se inspira no judoca Aurélio Miguel para cumprir seu objetivo.

Ainda justificou sua eliminação olímpica: "O assédio estava grande após o Pan e tive dificuldades para treinar. Comecei a fazer muitos trabalhos fora do esporte, palestra, comercial, programas de televisão e seminários dentro do taekwondo mesmo. Mas como eram em diferentes regiões do país, perdia muito treino por estar viajando", afirmou.

Diogo tem um grande potencial e tem tudo para lutar bem nos mundiais de 2009 e 2011 e conseguir a vaga para 2012

Brasil perdeu a vaga no tapetão na canoagem

O Brasil não conseguiu a vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim na canoagem slalom por muito pouco. Longe da modalidade em Jogos Olímpicos desde 2000, o Brasil terá que assitir a competição pela TV.


O Brasil sediou o mundial da competição em setembro do ano passado, na primeira chance de garantir vaga olímpica.
Os resultados obtidos pelos brasileiros no Mundial de Slalom que aconteceu em Foz do Iguaçu mostra que a aposta na construção do Canal Itaipu, foi acertada. Com quatro atletas classificados às semifinais, o Brasil teve seu melhor desempenho na história. No Mundial de 2002 e 2006, o Brasil não classificou nenhum atleta às semifinais, já em 2003, Gustavo Selbach (k1) e Cássio Petry (C1) e em 2005, Cassio Petry (C1) e Felipe Santin (C1), conquistaram vaga na semi.
Esse ano, Cássio Petry e Felipe Santin repetiram o feito de 2005 e ainda melhoraram na classificação final ficando em 26 e 30, respectivamente. Além disso o Brasil comemorou classificações inéditas às semifinais no C2, com Petry e Bruno Machado (30), e no k1 feminino com Milene Wolf (30). "A evolução está acontecendo porque contamos com uma das melhores pistas do mundo para treinar.

No pré olímpico continental, o Brasil teve uma breve alegria mas o Canadá "tirou o doce" da nossa boca.

Poliana Aparecida de Paula havia terminado em terceiro lugar no K1 do Pré-Olímpico da América, atrás apenas das norte-americanas Heather Corrie e Zuzana Vanha. Porém a canadense Jessica Groeneveld alegou ter sido atrapalhada em sua descida, protestou junto à organização, o pedido foi aceito e ela teve direito a uma nova tentativa.Nesta chance, Jessica conseguiu o tempo de 2min09s14 sem sofrer punições e acabou batendo a brasileira na somatória das duas descidas do dia por apenas 3s26. Como os EUA haviam obtido a vaga olímpica no Mundial realizado em Foz do Iguaçu no ano passado, o lugar continental ficou com o Canadá.

Na versão masculina do K1, o Brasil também esteve bem próximo da vaga, mas fracassou com o nono lugar de Gustavo Selbach, com o tempo total de 3min13s50.O chileno Pablo McCandless se garantiu em Pequim, ao terminar em oitavo, com 3min09s12, atrás apenas de representantes dos EUA e do Canadá, que já tinham seus atletas garantidos.

Já nas provas de C1 e C2, ambas no masculino, as duas vagas em jogo na cidade de Charlotte ficaram com os EUA. No C1, o melhor brasileiro foi Filipi Santin de Souza, com 3min59s58, em oitavo lugar, bem distante do norte-americano Benn Fraker.Na disputa do C2, a parceria Cassio Petry e Bruno Machado terminou o Pré-Olímpico na sexta colocação, com 5min43s62. A vaga ficou com Austin Crane e Scott McCleskey, que completaram as duas descidas em 3min36s44.

Porém, o país mostra evolução e dá para crer em bons resultados no próximos mundiais e que para 2012 o Brasil belisque algumas vagas.