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Patricia tenta chegar entre as 20

A vela brasileira teve o melhor desempenho de sua história nos últimos Jogos, em Atenas 2004. Por mais que tenha conquistado "apenas' dois ouros(Em Atlanta foram 2 ouros e um bronze), a equipe brasileira colocou outros quatro barcos entre os 10 primeiros colocados, na classe mistral(quarto) 49er(sexto) 470(oitavo) e finn(décimo).
Para Pequim 2008, as chances de repetir os dois ouros são enormes, afinal o Brasil ganhou os mundiais do 2007 na RS:x, com Bimba, e na star com Robert Sheidt e Bruno Prada. Porém, uma terceira medalha é bem difícil. Pela primeira vez as mulheres têm chances de um bom resultado. Na 470 feminino, a dupla brasileira foi bronze no mundial de 2006 e ficou em sexto no mundial de 2007. A classe 49er pode ser uma terceira medalha, apesar de ser bem difícil. Na laser e na finn, é provável que o Brasil conquiste posições intermediárias enquanto que na rs:X feminino e 470 masculino, o Brasil deve lutar ainda mais atrás.
Abaixo uma analise de cada uma das categorias


Hoje, uma atleta da Vela do Brasil terá suas chances nos Jogos Olímpicos de Pequim analisadas pois quando o iatismo foi assunto no blog, sua vaga ainda não estava garantida. A classe RS:x feminina é a única indiviudal disputada unicamente por mulheres nas olimpíadas. E o Brasil garantiu a vaga no mundial de Cascais, em 2007, com a 45ª posição de Patricia Castro no mundial de 2007.


Na seletiva brasileira para a classe, Patricia Freitas superou a então número um do Brasil Carol Borges, ficou á frente de sua xará Patricia Castro e também da sua irmã Catarina Freitas para conseguir o passaporte olímpico.
No ranking mundial, Carol está na frente, na 48ª posição, graças 56º no mundial além do 12º lugar no campeonato da América do norte. Patricia se encontra apenas na 80ª posição, computados apenas o resultado do mundial, único torneio internacional que ela disputou na classe.

Atleta mais jovem da delgação brasileira da vela no pan(tinha apenas 19 anos), ela encarou suas principais adversárias de igual para igual e conquistou a medalha de prata na prancha à vela. Só não conseguiu superar a canadense Dominique Vallée, mas perdeu o ouro por pouco. O principal objetivo de Patricia é ficar entre as 20 melhores e se a melhor atleta da classe que o Brasil já teve. As favoritas á medalha de ouro são a espanhola Marina Alabau, a francesa Faustine Maurret e Barbara Kendell, da Nova Zelândia.
Na semana de vela da França, não conseguiu bons resultados frente as melhores do mundo. Terminou em 37º dentre as 61 atletas participantes. Sua melhor regata foi a última, quando ficou em 28º. Na Holanda, ela melhorou os resultados. Ficou numa excelente oitava posição na frente de diversas atletas que ficaram atrás dela no mundial.
(Atualizada em 25/05)
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Amanhã, as chances de Julio Almeida na pistola rápida
NOS JOGOS OLÍMPICOS
Patricia Freitas não chegou perto de disputar a regata da medalha, mas ficou na 18ª posição entre as 27 participantes, melhor da história de uma brasileira na classe, com regatas regulares e um total de 135 pontos perdidos.
Um sexto e um sétimo lugares no terceiro dia de competições animaram a brasileira que chegou a rondar a zona dos que iriam disputar a regata da medalha. Porém, um 21º e um 17º lugares nas regatas seguintes destruíram qualquer sonho que a brasileira tinha.

Sheidt tenta o tri, agora com Prada

Robert Sheidt e Bruno Prada são campeões mundiais e despacharam os atuais campeões olímpicos, Torbem Grael e Marcelo Ferreira, da briga por uma vaga nas olimpíadas na classe star. Apenas com esse fato, a dupla brasileira já seria considerada franca favorita ao ouro.


Porém, deve-se lembrar que um dos integrantes da dupla é um dos melhores iatistas de todos os tempos do mundo. Robert Sheidt tem oito títulos mundiais da laser, além de três medalhas olímpicas, duas delas de ouro.

Tudo isso coloca a dupla como a principal chance do iatismo brasileiro manter a série de medalhas conquistadas, são 14 na história, que coloca o esporte na primeira posição dentre as modalidades que mais pódios trouxeram ao Brasil na história da competição.

No ano de 2006, ainda no fim da transição de Robert Sheidt da classe laser para star, a dupla ficou com o vice campeonato mundial, em São francisco nos EUA. Os campeões foram neozelandeses Hamish Pepper e Carl Williams que ao lado dos campeões mundiais de 2005 Xavier Rohard e Pascal Rambeau são os principais adversários dos brasileiros.
Agora, resta em Pequim a dupla confirmar seu favoritismo, unindo a experiência de Robert com o peso e a categoria de Bruno, que ainda pensa em engordar para Pequim, já que sua posição no barco é de proeiro
No mundial de 2008, realizado nos EUA, a dupla teve um péssimo começo, com um 37º lugar mas se recuperou bem e conseguiu ficar com a medalha de bronze, depois de uma vitória, um 2º e um quarto lugares. Na semana de Vela daa Holanda, que envolveu as grandes duplas do mundo, os brasileiros terminaram na quarta posição depois de uma desclassificação na oitava regata, que dificultou as pretenções dos brasileiros na competição.
Os brasileiros Prada ficaram com o título do Campeonato Hemisfério Oriental de Star, em Split, na Croácia.O torneio realizado em Split contou com a participação de 12 das 16 duplas que estarão nos Jogos Olímpicos de Pequim. No total, foram quatro provas em cinco dias de competições, com os brasileiros perdendo apenas 18 pontos (2+4+4+8).
Já na semana de Kiel, a mais importante de todas as regatas anuais, eles ficaram com o vice campeonato mesmo vencendo metade das regatas. Perderam o ouro na regata da medalha, quando ficaram na quarta posição.
Serão 16 duplas nos Jogos Olímpicos
(Postagem atualizada dia 30 de junho)
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NOS JOGOS OLÍMPICOS
Uma medalha de prata muito saborosa veio para os brasileiros Robert Sheidt e Bruno Prada que tiveram muitas dificuldades no início das regatas, quando essas eram disputadas com pouquíssimo vento.
Numa competição muito equilibrada, em que os líderes nunca abriam mais de 15 pontos com relação ao oitavo lugar, os brasileiros tiveram um péssimo início, com um 10º e um 11º lugares.
Depois de um sexto lugar e de ter vencido a quarta regata, os brasileiros apareciam na sexta posição, mas ainda muito próximos dos líderes, já que nenhum barco tinha conseguido resultados constantes até o momento.
Depois de um nono e um décimo lugares, a situação começou a se complicar para os brasileiros, já que os ponteiros começavam a se distanciar e eles ainda não tinham conseguidos resultados consistentes. Aí começou a incrível recuperação.
Um segundo e três terceiros lugares consecutivos colocaram os brasileiros na terceira posição no geral, em condições de conquistar até mesmo o ouro na regata da medalha. O panorama estava com os suecos 14 pontos a frente, os britânicos 12 e os brasileiros em terceiro com quatro pontos de vantagem para o quarto lugar.
Nas duas primeiras pernas da regata, os brasileiros apareceram na primeira posição, mas que ainda lhe dava o bronze, já que os suecos e os britânicos vinham bem na parada. Na última perna, entretanto, os brasileiros caíram para quinto colocando em risco até mesmo sua terceira posiçao no geral. Conseguiram recuperar duas posições, chegaram em terceiro e viram os britânicos cruzarem em quinto, para ficarem com o ouro seis pontos a frente dos brasileiros. Para os brasileiros ficarem com a prata, os suecos precisariam ficar na última posição e foi o que aconteceu, com os europeus perdendo a nona posição nos últimos metros.

Bimba quer vingar Atenas

Talvez a mais dramática das "derrotas" brasileiras nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004 foi a de Bimba, na então classe mistral, hoje chamada de RS:x. Ele liderava a classificação geral da classe e precisava de um quarto lugar para ficar com o ouro independente de qualquer resultado. Não conseguiu. Pior, com a 17ª posição ele ficou na quarta posição, á apenas um ponto da medalha de bronze.Esta foi sua segunda olimpíada, já que em Sydney 2000 ficou em 15º.


Mais experiente, Bimba passou por cima do trauma e é uma das esperanças de medalha de ouro para o Brasil na vela em Pequim. Aos 28 anos, ele busca a medalha perdida em Atenas, com juros e correção monetária.

Ele ficou com o título mundial no ano de 2007, em Cascais, onde garantiu a vaga olímpica para o Brasil, o que o credencia para um lugar ao pódio na China.
A única coisa que vai contra a maré é o resultado obtido no início deste ano, quando ficou em 15º no mundial da classe em Melbourne.

O atual campeão pan-americano agiu com uma brilhante irrelevância após a perda da medalha em 2004 "Foi um resultado muito bom para classe no Brasil, o melhor da história". Parecia um veterano atleta e não um "menino" de 24 anos que acabara de perder uma medalha que estava nas mãos. É por essas e outras que Bimba é a maior aposta de ouro da vela, ao lado da classe star.
Na semana de vela da França. em que enfrentou grandes candidatos à medalha, Bimba começou mal, com um décimo lugar que posteriormente foi descartado. Ele foi melhorando gradativamente até chegar ao quinto lugar após a sexta regata, em que conseguiu sua primeira vitória. As últimas regatas foram quase perfeitas, com vitória na sétima regata, o segundo lugar na oitava e o primeir lugar na Medal Race, regata que vale o dobro. Ele e fechou a competição com cinco pontos de vantagem sobre o vice.
(Atualizada dia 25/04)
No campeonato Europeu, ficou com a medalha de prata, perdendo o título para o português João Fernandez. (Atualizado dia 12/05)
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de Robert Sheidt e Bruno Prada que terão suas chances analisadas amanhã
NOS JOGOS OLÍMPICOS
Bimba chegou como um dos favoritos para a medalha na classe RS:x mas nunca chegou a ficar entre os três primeiros na classificação geral, ficando na quinta posição no geral, piorando um posto em relação há quatro anos atrás.
O início de Bimba não foi muito promissor, com um 12º, um 13º e um sexto lugares, ficando distante dos cinco primeiros colocados. O início da reação veio com um sétimo lugar na quarta regata e continuou com boas posições nas seguintes, com um sétimo, dois sextos, um terceiro e um quinto lugar.
Faltando uma regata para a regata da medalha, ele vinha na quinta posição, ainda 15 pontos atrás da medalha. Poderia chegar na regata da medalha com chances de medalha, mas inexplicavelmente fez uma péssima regata, chegando na 33ª posição, o que terminou com todas as chances matemáticas de pódio. Nem um resultado daria uma terceira posição ao brasileiro.
Na regata da medalha, fez uma prova tranquila, ficou em sexto fechando a competição com 77 pontos perdidos, 19 a mais que o medalhista de bronze. Se esperava mais dele, mas uma quinta posição nunca pode ser jogada fora!

Eduardo queria a laser, mas tentará bom resultado na finn

O Brasil conseguiu vaga na classe finn graças a colocação obtida no mundial de 2007 em Cascais, na Espanha. Joca foi muito regular durante a competição, ficando entre os 15 primeiros desde as primeiras regatas, porém acabou indo mal nas últimas regatas e fechou em 23º. Mesmo assim, garantiu a vaga olímpica para o Brasil.

Para o Brasil, e não para ele. Isso foi comprovado nas seletivas brasileiras para a classe, em que Eduardo Couto, especialista na classe laser, venceu com um ponto de vantagem sobre João Zarif.
Eduardo não tem grandes resultados internacionais na classe finn, já que ele dedicava mais tempo a laser, classe em que não conseguiu a vaga. Porém, obviamente, desde que foi eliminado da disputa da laser, Couto tem se dedicado á finn e tentará melhor o 10º lugar conquistado pelo Brasil em Atenas com Joca Oliveira, que decidiu ir para a vela oceânica.
No ranking mundial, Joca aparece em 33º, João Zarif em 66º e o brasileiro que se classificou para Pequim, Eduardo Couto, sequer aparece no ranking. Ele provou na seletiva que tem capacidade de ter um bom resultado, mas seu problema é a inexperiência internacional na classe, já que disputou sua primeira regata de grande porte na finn foi a Princesa Sofia, em março.
Ele ficou na 37ª posição na competição que reuniu os melhores ateltas da finn

Eduardo provavelmente brigará por posições intermediárias entre a oitava e décima segunda colocação em Pequim 2008!

Ficou na 33ª posição na semana de vela da França, que envolveu os principais nomes do mundo da classe finn, excessão ao favorito Ben Ainsilie. Já na Holanda, Eduardo ficou na décima quarta posição sem grande brilho, mas numa posição honrosa.

(Atualizado dia 25/05)

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Amanhã, as expectativas de Bimba!

NOS JOGOS OLÍMPICOS

Eduardo Couto tinha tudo para terminar entre os 10 primeiros e disputar a regata das medalhas mas dois vacilos tiraram dele a chance e ficou na 13ª posição. Ele levou duas bandeiras amarelas quando estava bem na terceira das regata e acabou desclassificado. Na última regata, largou escapado e foi desqualificado da prova, tendo que contar com uma pontuação referente ao último lugar, já que existe apenas um descarte.

O brasileiro fez regatas muito boas, como a primeira, em que ficou na sétima colocação, e a quinta na qual ficou em segundo. Era um sério candidato para ficar entre os 10 primeiros, mas teve um 17º e um 14º lugar em duas das últimas regatas e acabou por não chegar entre os melhores. Para uma primeira olimpíada está muito bom, mas poderia ter chegado a ficar mais perto dos líderes.

Para seguir o rumo de Scheidt

O Brasil tem muita tradição na classe laser. Nas últimas três edições olímpicas, o Brasil ficou com dois títulos e um vice campeonato com Robert Sheidt. Porém, o supercampeão migrou para a classe star, deixando a classe laser novamente aberta para outros brasileiros, depois de 10 anos de domínio completo.


Nas seletivas brasileiras, Bruno Fontes garantu a vaga aos 28 anos e promete ir para os Jogos para repetir os feitos de Robert. Bruno venceu com sobras o torneio nacional, a frente de Eduardo Couto, que já tinha a vaga na classe finn mas é especialista na laser e queria disputar nesta classe os Jogos de Pequim.

A vaga para o Brasil foi conquistada no mundial de 2007, em Cascais, na Espanha. Bruno Fontes foi 20º no mundial e garantiu uma das 22 vagas que este mundial dava direito. No mundial de 2008, disputado 10 dias antes das seletivas nacionais, Bruno foi regular e ficou décimo primeiro colocado.

O resultado poderia ter sido ainda melhor, já que depois da metade da competição, ele aparecia na sétima colocação no torneio. Venceu duas regatas, mas foi irregular, ficando em três regatas acima da vigésima posição, o que o colocou com um resultado ruim oficial, já que apenas os dois piores são descartados.
Para Pequim, se conseguir ser mais regular, consiguirá um lugar entre os seis primeiros, mas a medalha está um pouco distante. Porém, nunca se sabe, já que ele vai defender o título conquistado pelo Brasil nos Jogos de 2004.

Na semana de vela da França, Bruno Fontes fechou na quinta colocação na flotilha de prata, ficando em 57º no geral. Seu erro for ter disputado duas regatas no grupo errado, o que o deixou com dois últimos lugares. Ele havia começado muito bem as disputadas, com um terceiro e um sétimo lugar. Ele ficaria entre os 12 melhores caso não ocorresse esse problema. Já na Holanda, depois de um belo começo com dois quartos lugares, terminou na 20ª posição.
(Atualizado em 25/05)
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Amanhã, as chances de Eduardo Couto na finn
NOS JOGOS OLÍMPICOS
Bruno Fontes acabou não chegando nem perto dos últimos resultados de Sheidt na classe e fechou na 27ª posição entre as 43 embarcações. É um pecado compará-lo com Robert Sheidt, multicampeão da classe, mas poderia ter sido um pouco mais regular e ter brigado para entrar na regata da medalha.
Bruno não ficou entre os 10 primeiros em nenhum das 10 regatas e por isso nunca namorou com a disputa da regata da medalha, que envolve somente os dez primeiros colocados. Foram 184 pontos perdidos, o que deixou o Brasil em 27º lugar.

Meninas tem chances reais de bom resultado

A vela feminina nunca esteve tão próximo de um brilhante resultado nos Jogos Olímpicos. A dupla da classe 470 Fernanda Oliveira e Isabela Swan sem adversárias inscritas para a Seletiva Brasil só precisaram entrar na água para garantir a vaga na classe 470 pois nenhuma outra dupla brasileira de inscreveu para competir.


Fernanda foi para os Jogos de Sydney e ficou em 19º ao lado de Maria Khare e quatro anos depois melhorou duas posições ao lado de Adriana Kostiw, ficando em 17º em 2004.
Em Pequim, a experiente de 27 anos Fernanda Oliveira e a atleta de 24 anos que debutará nos Jogos Olímpicos Isabela Swan ficaram com a medalha de bronze no mundial da China de 2006, conquistando a primeira medalha da vela feminina em um mundial de classe olímpica.

No mundial de 2007, que era pré olímpico, disputado na Espanha, a dupla ficou na sétima posição depois de um péssimo começo. Se não tivesse tido um começo tão ruim, terminando o segundo dia na 26ª posição no geral, elas teriam conseguido um resultado ainda melhor. No mundial de 2008, elas não participaram pois precisavam disputar a seletiva brasileira. No troféu Princesa Sofia, que reuniu todas as duplas que competirão em Pequim, a dupla ficou na quinta posição.

Os maiores adversários da dupla são as americanas, australianas, holandesas e britânicas. A medalha para o Brasil pode estar um pouco distante, mas nunca esteve tão perto na vela. Um posição entre as 6 primeiras não seria nenhuma surpresa.
Na semana de vela da França, que reuniu todas asadversárias das brasileiras em Pequim, elas não se encontraram e ficaram apenas na 19 colocação. Talvez um alerta. Ou erraram na hora em que podiam!
Na semana de vela da Holanda, a dupla conseguiu o melhor resultado da carreira. Disputando com as melhores do mundo, a dupla ficou na segunda posição vencendo duas regatas e perdendo a chance do título apenas na última delas. Um resultado extraordinário que coloca as brasileiras como possíveis medalhistas em Pequim.
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Amanhã, as chances do Brasil na classe laser
NOS JOGOS OLÍMPICOS
E saiu a primeira medalha da história das mulheres brasileiras da vela. Isabel e Fernanda conseguiram a medalha de bronze na classe 470 depois de um início ruim e de uma recuperação tremenda que culminou com a vitória na regata da medalha.
Um 11º e um 16º lugares nas duas primeiras regatas, disputadas com ventos muito fracos, deixaram que esperava um bom resultados das brasileiras com um pé atrás. Porém, a partir daí, apenas resultados entre os 10 primeiros.
No segundo dia, um quinto e um décimo lugar fizeram as brasileiras avançarem um pouco na classificação, mas ainda sem ameaçar muito as ponteiras. Neste momento, eram 15 pontos de desvantagem com relação as israelenses, que vinham na terceira posição.
Um sétimo e dois sextos lugares nas regatas seguintes ficaram com um gosto amargo pois chegaram a liderar até a metade das regatas, mas em todas as ocasiões perdiam rendimento no fim. Um segundo e um quarto lugares, deixaram as brasileiras oito pontos atrás das israelenses faltando uma regata para a regata da medalha.
Foi aí que a sorte rondou o barco brasileiro. Elas fecharam a 10ª regata na quarta posição e viram as israelenses chegar em 15º, não podendo descartar esse resultado pelo fato de terem tido um 19º lugar na sexta regata. Com isso, as brasileiras chegaram na regata da medalha com quatro pontos de vantagem na luta pelo bronze. A prata somente viria com um pouco de sorte, chegando oito posições á frente das holandesas.
Na regata da medalha, as brasileiras fizeram uma excelente estratégia. Sempre perto do barco de Israel, não deixavam que nenhuma embarcação se colocasse entre elas, ficando assim sempre com a medalha de bronze nas mãos. Na segunda metade da prova, as brasileiras assumiram a primeira colocação passando a dupla de Israel e assim se manteve até o fim, ficando com a medalha com um total de 60 pontos perdidos. A prata ainda ficou perto, principalmente quando o barco holandês fechou a primeira perna em nono. Depois, entretanto, elas se recuperaram e fecharam em quinto.

Poucas chances na classe 470m masculino

A classe 470m masculino conseguiu vaga para os Jogos Olímpicos graças á posição alcançada no pré olímpico deste ano. Ano passado, a melhor dupla brasileira foi composta por Maurício Santa Cruz e Pedro Tinoco que ficaram apenas na centésima posição no mundial.

Com isso, a vaga só pode ser conquistada no início deste ano, no pré olímpico de Melbourne, em fevereiro deste ano. Porém, a surpresa foi o passaporte carimbado pela dupla Fábio Pilar e Samuel Albrecht, ,que ficaram em 29º no mundial, e não a dupla brasileira favorita, Maurício Santa Cruz e Pedro Tinoco, que não foram sequer para a série ouro.

Fábio e Samuel precisavam juntar uma série de condições para conquistar o direito de ir a Pequim: ficar entre os 40 melhores barcos - dentro da chamada flotilha ouro -, superar os competidores de outros países que ainda não conseguiram a vaga nos Jogos, e ser a melhor dupla brasileira na competição.

A dupla que era favorita disputou os Jogos de Atenas e ficaram na oitava colocação, depois de um promissor inicio que chegou a colocá-los na segunda posição. Porém, a dupla que conseguiu vaga está bem preparada para conseguir um lugar entre os dez primeiros.

O principal objetivo é melhorar o desempenho da classe em 2004, ficando novamente entre os oito melhores. A medalha é um sonho bem distante.
O Brasil, que já teve um campeão olímpico na prova, Marcos Soares e Eduardo Pinido em Moscou 1980, dificilmente voltará aos dias de glória da classe.

Na semana da vela da França, que reuniu em abril os principais velejadores da classe, a dupla acabou numa modesta 65º colocação dentre as 75 duplas. Já na Holanda, 28ª colocação depois de um começo até que promissor. No campeonato europeu, a dupla conseguiu um resultado até que razoável, com a 18ª posição no mês de junho.

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NOS JOGOS OLÍMPICOS

Duas vaciladas tiraram as chances dos brasileiros de brigar por um lugar na regata da medalha, entre os 10 primeiros. Por duas vezes, largaram escapados, o que fez com que perdessem a regata inteira, ficando na última posição. Numa competição com apenas um descarte, como foi Pequim 2008, complica a vida de qualquer dupla uma última posição sem ser descartada, o que fez com que os brasileiros fechassem em 17º entre as 29 duplas.

Eles fizeram uma excelente primeira metade das competições, com uma largada escapada, mas um quarto lugar, um oitavo, um nono e um décimo oitavo lugar ficando perto dos 10 primeiros lugares.
Navegando melhor com o vento fraco dos primeiros dias, tiveram mais dificuldades quando os ventos começaram a ficar mais fortes e acabaram caindo nos dias seguintes de competição. Além de mais uma largada escapada, um 16º lugar, um 10º, um 24º e um 13º. Com isso, ficaram na 17ª posição.
Sinceramente melhor que o esperado, mas se não tivessem escapado em duas regatas, poderiam até chegar na regata da medalha.

Medalha em Atenas ficou engasgada

Os brasileiros André Fonseca e Rodrigo Duarte disputaram os Jogos Olímpicos de Atenas na categoria 49er em 2004 e tiveram uma grande participação. Após metade das 16 regatas, a dupla se encontrava na vice liderança da competição, mas não conseguiu manter o rítmo no resto das regatas e fechou a competição numa honrosa sexta posição.


A dupla garantiu presença nas olimpíadas só na segunda chance que tiveram, no início do ano, em janeiro, na Austrália. Lá, no mundial da categoria, o país precisava ficar entre os 5 primeiros dentre os que não tinham vaga olímpica. Acabou sendo tarefa fácil e a dupla fechou o mundial em 11º, apenas uma medalha da última regata, que teve a participação de dez duplas.
No mundial de Cascais, na Espanha, em 2007, o primeiro pré olímpico, a dupla ficou em 29º lugar, longe da vaga olímpica.

Para os Jogos de Pequim, a dupla brasileira precisa ser mais regular que nos mundiais da classe para pensar em ao menos repetir os resultados de Atenas. Em Melbourne, a dupla começou muito bem, com dois sétimos, um sexto, um oitavo e uma vitórias nas cinco primeiras regatas, mostrando uma grande regularidade. Porém, depois capotaram numa regata, ficaram em 12º na outra caindo para 18º no geral e no dia seguinte, ainda pior, despencaram para o 25º lugar. Aí, no último dia, venceram uma regata e ficaram em segundo na outra, pulando para a 11 posição.

Os brasileiros, se não vacilarem, tendo apenas dois resultados ruins na competição(que são descartados) tem reais condições de brigar por uma medalha, com ingleses, ucranianos e australianos, que são os favoritos á medalha. Um lugar entre os oito primeiros não seria surpresa nenhuma, mas a medalha é um pouco distante, ainda que bastante possível, se não perderem pontos preciosos em algumas regatas.
Em agosto de 2007, no evento teste disputado em Pequim, na mesma baía que acontecerão os Jogos Olímpicos, a dupla ficou na sexta posição. Apesar de não envolver todos os principais iatistas da classe, o resultado foi muito bom pois ficou na frente de barcos que na teoria, são melhores
A dupla ficou na sétima posição na tradicional competição Trofeu Princesa da Espanha, que envolveu todos os classificados para os Jogos Olímpicos
Na semana de vela da França, ficaram à frente dos ucranianos, Rodion Luka/George Leonchuk, e fecharam na sexta posição. A dupla teve uma semana muito regular, sempre entre os 10 primeiros e caso não tivesse sido desclassificado na oitava regata, poderiam brigar pela medalha.
Na semana de vela da Holanda, a dupla brasileira ficou na décima terceira posição, depois de um ótimo começo. A dupla venceu a terceira regata da competição, mas acabou desclassificado da quarta. A partir dali, apenas resultados razoáveis o tiraram da regata da medalha.
(Atualizado dia 26/05)
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NOS JOGOS OLÍMPICOS
Seriam 16 regatas na classe 49er, mas três foram canceladas por falta de vento o que talvez tenha prejudicado os brasileiros, que não puderam lutar diretamente pela medalha, ficando na sétima posição no geral.
Os brasileiros foram muito regulares, nunca ficando abaixo dos 10 primeiros mas também com poucas regatas entre os três primeiros colocados. Nas cinco primeiras regatas, um décimo, um quinto, um oitavo e dois nonos lugares deixaram eles na sétima posição no geral, cerca de 20 pontos atrás de uma possível medalha de bronze.
Um problema dos brasileiros é que eles não chegaram a ter nenhum dia muito bom. Quando tiveram uma quarta e uma quinta posição, ficaram em 12º na outra regata do dia, sempre cerca de 20 pontos atrás dos terceiros colocados.
Uma vitória na décima regata colocou os brasileiros na quinta posição, mas logo nas regatas seguintes, um nono e um décimo terceiro lugar tiraram qualquer possibilidade de pódio.
Na regata da medalha, que vale o dobro da pontuação, chegaram na oitava posição, se mantendo na sétima posição no geral, piorando uma posição em relação Atenas 2004.